Movimento afirma que apoio ao presidente é “voto crítico” e defende mudança na política de segurança pública do país
01/10/2026
Por Felipe Rabioglio
O Movimento Policiais Antifascismo declarou apoio candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República (PT) e se posicionou contra Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026. A manifestação foi divulgada em nota pública nesta quinta-feira (1º).
No documento, o grupo afirma que a eleição também representa uma disputa sobre os rumos da democracia, da soberania nacional e da segurança pública. O movimento defende instituições policiais profissionais e submetidas à Constituição e ressalta que policiais devem ser tratados como trabalhadores, e não como instrumentos de governos ou projetos pessoais de poder.
Ao justificar a oposição a Flávio, o movimento cita o que considera riscos de instrumentalização político-ideológica das forças de segurança associados ao bolsonarismo na experiência recente. Segundo a nota, problemas concretos dos policiais, como a precarização do trabalho e as condições profissionais, permaneceram sem resposta suficiente.
O grupo se define como plural, formado por integrantes com diferentes trajetórias dentro do campo democrático e progressista. Apesar das diferenças internas, afirma ter decidido construir uma posição coletiva diante dos projetos apresentados na eleição.

Apoio é definido como “voto crítico”
Ao anunciar o apoio, os Policiais Antifascismo ressaltam que a decisão não representa concordância integral com o governo Lula, afirmando que isso “não é um cheque em branco” e que continuará cobrando resultados, criticando erros, denunciando retrocessos e defendendo mudanças na política de segurança pública.
Movimento critica endurecimento penal
A nota também dedica espaço à segurança pública. Para o grupo, o enfrentamento ao crime organizado é indispensável, mas o simples endurecimento das penas não é suficiente para resolver os problemas da área.
Como alternativa, defende uma política capaz de enfrentar o crime com inteligência e força institucional, combinando investigação, prevenção, valorização profissional, controle democrático e respeito aos direitos fundamentais.
Os Policiais Antifascismo também defendem uma polícia profissional, preparada e valorizada, com autoridade baseada na lei, além de políticas sociais voltadas às condições que produzem vulnerabilidade e violência.
“Nosso voto é em Lula. Nossa posição é crítica. Nossa luta continua”, conclui o movimento.
Fonte: ICL Noticias /