Gigantes da moda estão investindo nos chamados itens preloved (“amados anteriormente”) — que nada mais são do que as famosas roupas de brechó.
Entre as marcas que passaram a adotar a venda de roupas de segunda mão estão a H&M, Banana Republic e a Reformation, que vende até produtos da Prada.
Existe uma demanda crescente por ações ecologicamente corretas, mas esse mercado também faz sentido financeiramente para as companhias. A coleta de roupas usadas pode ser gratuita e o interesse por itens que não estão mais sendo produzidos impulsiona novos consumidores.
Na ponta agulha do lápis, os números mostram que o mercado deve atingir US$ 78 bilhões e crescer 9% ao ano até 2030 — duas vezes mais que o mercado de roupas novas.
Somado a isso, a revenda possui vantagens em relação à reciclagem de tecido. Esse processo pode ser difícil, já que muitas roupas são feitas de uma combinação de materiais, o que dificulta a separação.
No pano de fundo, países já adotam medidas que podem impulsionar o setor. A França aprovou uma legislação para multar empresas de vestuário que produzem grande volume de roupas baratas, enquanto a Califórnia está exigindo que varejistas administrem o descarte de resíduos têxteis.
Já está gerando resultado… A H&M investiu na varejista sueca de segunda mão e a revenda de produtos representou quase 1% da receita total de vendas do grupo.
Fonte: The News / (Imagem: H&M | Reprodução)