Ir ao exterior fazer compras em lojas de luxo ficou no passado. Agora, grandes marcas como Dior, Chanel, Hermès e Loro Piana estão ampliando ou estreando suas lojas no Brasil, em uma onda que cresce cada vez mais por aqui.
O país virou um destino prioritário para as maisons globais justamente no momento em que a demanda por luxo desacelera em mercados tradicionais, como China e Europa.
Para se ter ideia, o mercado de luxo brasileiro cresceu, em média, 12% ao ano entre 2022 e 2024. O crescimento foi quatro vezes maior do que o ritmo global no mesmo período.
Depois de fechar 2024 em R$ 98 bilhões, o setor avançou cerca de 7% em 2025, próximo aos R$ 105 bilhões. A projeção para este ano é de chegar a R$ 130 bilhões.
O que está por trás disso? O principal motivo é que o mercado de luxo nunca esteve tão aquecido por aqui. Entre 2014 e 2022, o número de brasileiros com alto poder aquisitivo praticamente dobrou, saltando de 730 mil para 1,3 milhão.
Ainda assim, o crescimento não é uniforme. Estima-se que neste ano, os bens físicos de luxo tenham uma alta de apenas 2%, enquanto experiências de alto padrão, como viagens e gastronomia, devem crescer até 7%.
O Brasil já viveu um ciclo parecido há pouco mais de uma década, quando marcas do grupo Richemont abriram butiques, que depois fecharam com a crise econômica.
Desta vez, o setor aponta como diferencial a consolidação de grupos como a JHSF — que reúnem varejo, hotelaria e incorporação — para sustentar as operações das grifes no país.
Fonte: The News / (Imagem: Getty | Reprodução)