Os primeiros-ministros da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte se reúnem hoje para assinar um memorando pedindo o direito de fazer referendos e virar países independentes. É a primeira vez que os três territórios têm governos a favor da separação.
Esse é o encontro mais explícito já feito entre as nações. Ele acontece dias depois de Trump dizer que “adoraria ver a Irlanda unificada”, e horas após o premiê Andy Burnham dizer que não vai autorizar uma votação na Escócia antes da próxima eleição geral.
Uma xícara de contexto… O Reino Unido é formado por quatro países — Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Desde 1990, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte ganharam governos próprios, cuidando da saúde, educação e economia local.
Cada um desses três territórios faz eleições separadas para escolher seu parlamento e seu primeiro-ministro local, diferentes das eleições gerais, que decidem quem governa o Reino Unido. Nenhum deles pode declarar independência sem a autorização de Londres.
O Reino Unido tem cerca de 68M de habitantes. A independência dessas regiões vai além do território, pois, com a saída, Londres perde cerca de 12M de pessoas, 50% de seu atual território e pelo menos US$ 450 bi de PIB.
O documento que será assinado hoje deve falar sobre economia, energia e a relação com a Europa. Os três territórios querem, no futuro, fazer parte da União Europeia — com a Irlanda do Norte se juntando à República da Irlanda.
Depois da assinatura, os três líderes devem dar uma entrevista coletiva juntos. O governo britânico não deu sinal de que vai aceitar os pedidos. Ainda assim, a pressão dos três territórios é inédita e deve esquentar a discussão nas próximas semanas.
Fonte: The News