Segundo o jornalista Caio Junqueira, da CNN, o STF teria sinalizado a lideranças do União Brasil, PP e Republicanos que, caso apoiassem a candidatura de Flávio, investigações em curso contra eles na Corte avançariam mais rápido.
A notícia vem em meio às declarações de neutralidade desses partidos na corrida presidencial, mesmo com afinidades com o campo bolsonarista. Um dos principais articuladores da medida seria Alexandre de Moraes.
Por que isso importa? Esse movimento representaria uma interferência do Judiciário no jogo eleitoral, o que pode colocar em dúvida a isonomia nos julgamentos do tribunal.
Olhando na prática… O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, fez uma reunião com Hugo Motta e Alexandre de Moraes. Dias depois, o partido afirmou neutralidade nas eleições, enquanto o presidente da Câmara declarou apoio a Lula.
No começo do mês, Moraes também teria promovido um jantar em sua casa com Lula e Davi Alcolumbre para quebrar o gelo existente entre os dois desde a rejeição de Messias para o STF. Cerca de duas semanas depois, Alcolumbre destravou pautas de interesse do governo, como a do fim da escala 6×1.
Na mesma direção, Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro de Bolsonaro, chegou a ser cotado como vice de Flávio, mas recuou. Ele também teria atuado para barrar Tereza Cristina, integrante do partido, de ser vice do senador.
O presidente que definirá o Supremo
As informações surgem em uma eleição presidencial em que o vencedor poderá indicar quatro ministros para o STF e influenciar fortemente o equilíbrio ideológico do tribunal. Além da vaga de Barroso, que ainda não foi ocupada, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Carmen Lúcia deixarão a corte até 2030 por conta das idades.
Fonte: The News / (Imagem: Brenno Carvalho | Agência O Globo)