O tempo presente

Ângela Monize Bahia Brasil colunistas

Por Angela Monize – Segunda, 6 de julho de 2026

eu precisava.

eu precisava sentir a vida acontecendo.

a vida e seus um bilhão de sentimentos, algo que não conseguimos organizar em planos e datas.

a vida acontecendo.

aqui e agora.

nesse segundo.

nesse pequeno espaço, dentro dessas palavras, onde alguma coisa parece fazer mais sentido quando expresso meu frio na barriga com as coisas.

eu gosto dessa sensação.

esse frio que atravessa o corpo quando algo novo aparece.

essa mistura de medo e curiosidade.

como se alguma parte de mim soubesse que existe um mundo inteiro escondido atrás de cada porta que ainda não abri.

eu olho para as coisas e penso na quantidade absurda de possibilidades que existem.

quantas versões minhas ainda vou conhecer e amar, ou quem sabe, odiar!? 

quantas conversas ainda não aconteceram!?

quantos lugares ainda não conhecem meus passos!?

quantas músicas vão fazer sentido no momento certo!?

não sei.

e isso é o que mais gosto.

não ter todas as respostas. ser surpreendida pela vida.

porque às vezes eu acho que a gente esquece que estar aqui já é uma experiência completamente improvável.

tantas coisas precisaram acontecer para que esse instante existisse…

e ainda assim, todos os dias alguma coisa me encontra.

um detalhe.

uma sensação.

uma descoberta pequena que muda o peso de uma semana inteira.

a vida tem esse movimento de esconder presentes nos lugares mais comuns. e talvez seja isso que me deixa tão encantada.

a possibilidade de ainda existir algo desconhecido.

o que eu ainda não vivi. o que ainda não senti. ou até experienciei… algo que ainda não tem nome.

ver a vida sendo uma incógnita é algo muito bonito. a página que continua sendo escrita enquanto eu tento acompanhar. 

e que presente absurdo é poder continuar descobrindo quem se é!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *