Entre velhos políticos e jovens candidatos, a eleição deste ano tem algo diferente: personagens feitos com AI. Para se ter ideia, um observatório identificou 18 avatares no debate político online brasileiro, sendo que 11 não se identificaram como artificiais.
Um exemplo marcante é a Dona Maria, uma espécie de tia do zap feita a partir da tecnologia de deepfake para expressar opiniões eleitorais. Ela já acumula milhões de visualizações e milhares de likes.
Por que isso importa? Um levantamento apontou que +150M de brasileiros estão online, e 63% seguem influenciadores para se informar sobre notícias e política.
Isso significa que esses avatares influenciadores podem acabar sendo decisivos nesta eleição, uma vez que boa parte do eleitorado se informa pelos meios digitais.

(Imagem: Bloomberg)
A prática é vantajosa para quem quer influenciar o cenário eleitoral. Pode ser muito mais fácil fazer vídeos virais em massa com um avatar que você programa as falas do que com eleitor verdadeiro, sujeito a erros e ensaios.
A pesquisa ainda indica que 70% disseram acreditar que criadores de conteúdo digital podem influenciar o voto das pessoas. De olho nesse impacto, o TSE já exige que conteúdos eleitorais criados ou manipulados por AI sejam identificados.
Essa tendência não é local: Uma pesquisa na Índia apontou que 1 em cada 4 indianos já se deparou com um deepfake político que descobriu ser falso posteriormente.
Fonte: The News