Petição motivada por atrasos no transporte público já reúne mais de 110 mil assinaturas
Parlamentares do PSOL realizaram, na tarde do domingo (25), um abaixo-assinado coletando manifestações pelo impeachment do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil).
A medida começou a ganhar força nas redes sociais no fim da tarde, impulsionada pelos relatos de eleitores que enfrentaram dificuldades e longos períodos de espera nos pontos de ônibus durante o horário de votação do segundo turno das eleições.
O pedido de impeachment foi lançado e compartilhado pelo deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) e contou também com a organização do vereador de Salvador Hamilton Assis (PSOL). A iniciativa rapidamente ganhou adesão popular e, até o momento da publicação desta reportagem, a mobilização digital registra 110.534 assinaturas verificadas.
Impeachment de Bruno Reis?
A petição enviada à Câmara Municipal de Salvador requer a abertura formal do processo de apuração de responsabilidade político-administrativa e a eventual cassação do mandato do gestor.
Sob a premissa de que a gratuidade sem ônibus em circulação não garante o acesso às urnas, o movimento denuncia que o comprometimento do sistema de transporte ultrapassou seis horas desde a abertura das garagens e alcançou mais de quatro horas após o início da votação nas seções eleitorais.
O documento destaca ainda que o episódio motivou uma intervenção do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que determinou o restabelecimento imediato da frota integral com frequência de dia útil sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento.
Justificativa de Bruno Reis
Por outro lado, a Prefeitura de Salvador divulgou imagens que mostram servidores retirando adesivos do Partido dos Trabalhadores (PT) fixados em veículos da frota municipal.
A administração defende que os problemas operacionais ocorridos ao longo do dia foram provocados pela necessidade de remover o material de campanha colado durante a madrugada, atendendo às determinações da Justiça Eleitoral que proíbem propaganda partidária nos serviços de transporte gratuito.
O prefeito Bruno Reis declarou que a grande maioria dos coletivos apresentou propaganda irregular no momento de deixar as garagens e que a decisão das concessionárias em retirar os adesivos causou o atraso no início da operação.
O gestor pontuou que os empresários relataram a irregularidade eleitoral e citou a vinculação histórica do Sindicato dos Rodoviários com o PT, ressaltando, contudo, que não pode apontar os responsáveis diretos pela colocação dos materiais na frota.
Fonte: Metro 1 / Bruno Reis (União Brasil) durante entrega de obra de contenção de encosta em Plataforma (Foto: Daniel Serrano/bahia.ba)