Plano B para Carnaval de Salvador no Comércio propõe identificação do público por QR Code

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Domingo, 19 de Dezembro de 2021

por Bianca Andrade

O Carnaval de Salvador em seu formato tradicional para 2022 já vem sendo tratado como um sonho distante para os foliões, que nos últimos dias acompanharam alguns dos principais artistas da festa anunciarem o cancelamento de seus desfiles nos circuitos da folia.

A não definição por parte das autoridades, junto à crescente dos eventos no formato indoor no período de fevereiro, tem inflamado o debate sobre a festa para o folião pipoca, que aproveita todas as atrações do Carnaval sem pagar por um abadá.

Para o coordenador do Carnaval de Salvador, Washignton Paganelli, a possibilidade do aumento de festas clandestinas no mesmo período da folia é de 100%.

“Teremos um Carnaval sem controle se não tiver nada organizado pelos poderes públicos. Nós teremos muitos paredões, festas de bairro, festas clandestinas. Esse é o desejo da população e você já não consegue controlar mais nada. Acredito que no Réveillon, na Lavagem do Bonfim, nós vamos ter uma prova, porque o povo baiano é um povo festeiro, e ele já deve estar se programando e não deve ficar sem comemorar essas datas”.

CORDAS SUBSTITUÍDAS POR MUROS

Sem um posicionamento oficial dos órgãos competentes, há quem acredite que o Carnaval em Salvador, que nos últimos anos contou com um aumento de trios independentes, tenha o retorno da separação entre bloco e pipoca.

Desta vez de forma metafórica, as cordas estão ganhando o formato dos muros dos locais que estão confirmados para receber o Carnaval indoor, como a Arena Fonte Nova e o Centro de Convenções.

Este é o tão falado “Carnaval dos ricos”, como o próprio prefeito Bruno Reis (DEM) se referiu em entrevista ao Bahia Notícias (leia mais aqui). Mas e a “maloca”, como questionou o deputado federal Igor Kannário (entenda aqui)?

“Essa semana nós (associação de blocos afros, afoxés, blocos de trio) mostramos um projeto cumprindo todos os protocolos para se fazer um Carnaval alternativo, mas isso não depende só das associações, nem do prefeito, precisa ser em comum acordo com todos”, contou Paganelli.

Ao site, o coordenador do Carnaval eleito pelo Comcar falou um pouco mais sobre o plano B para a folia no Comércio. Segundo o empresário, a ideia é transformar o espaço em um circuito com controle de pessoas.

“A nossa ideia é o Carnaval no Comércio. Esse circuito seria controlado, com a quantidade de pessoas vacinadas, elas seriam identificadas por QR Code, com pulseiras. Teria uma divisão por setores, onde cada um deles teria um número chave de pessoas”.

Atualmente a Bahia autoriza a realização de eventos para um público de até 5 mil pessoas. Para o coordenador, esta seria a melhor saída para não deixar a festa sem acontecer pelo segundo ano consecutivo e atender a população.

“Nós geraríamos empregos, as pessoas conseguiriam se divertir com segurança e a gente manteria acesa a chama do Carnaval. Mas para isso precisamos discutir protocolo e o Governo até o momento não se mostrou capaz de um diálogo”. Segundo informações obtidas pelo Bahia Notícias, contudo, a ideia enfrenta resistência da gestão municipal (veja aqui).

Fonte: Bahia Notícias

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