Refinarias chinesas suspenderam as exportações de derivados de petróleo para regiões além de Hong Kong e Macau até segunda ordem

LONDRES, 1 Out (Reuters) – Os preços do petróleo subiam cerca de 2% nesta quinta-feira, depois que a China suspendeu as exportações de derivados de petróleo, o que pode agravar a tensão nos mercados de combustíveis, que já enfrentam escassez de oferta em nível global, enquanto os investidores continuavam a avaliar os novos esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito entre os EUA e o Irã.
O novo contrato futuro do petróleo Brent com vencimento em dezembro era negociado a US$100,09 por barril, alta de 2,1%, ou US$2,06, em relação ao fechamento de quarta-feira. O contrato de novembro expirou na quarta-feira, fechando a US$103,50 por barril, marcando um ganho mensal de cerca de 14% em setembro para o contrato com vencimento mais próximo.
O petróleo West Texas Intermediate dos EUA se valorizava US$2,06, ou 2,28%, para US$92,48 por barril.
Os preços apresentaram volatilidade na quinta-feira, tendo caído mais de 1% no início do pregão, antes de se recuperarem.
Refinarias chinesas suspenderam as exportações de derivados de petróleo para regiões além de Hong Kong e Macau até segunda ordem, disseram na quinta-feira quatro fontes a par do assunto — uma medida que restringirá ainda mais os mercados de combustíveis, já limitados pela guerra.
“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo, acrescentando que ainda não se sabe se as medidas irão sustentar um aumento nas importações de petróleo bruto após as recentes reduções nos estoques chineses de petróleo bruto e combustíveis.
A oferta global de diesel ficou mais restrita como resultado da queda na capacidade de refino devido a ataques relacionados às guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, aumentando a pressão sobre os governos para que intervenham a fim de proteger os consumidores.
O governo Trump instruiu a Alemanha e a França a utilizarem estoques de emergência de diesel para ajudar a amenizar os preços globais dos combustíveis ou enfrentar uma possível proibição de exportação de diesel pelos EUA, disseram três fontes próximas às discussões.
(Reportagem de Sethuraman N R, em Nova Délhi, e Yuka Obayashi, em Tóquio)
Fonte: Reuters