Propaganda eleitoral: Caiado e Flávio atacam governo Lula, enquanto presidente exalta realizações

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Por Carine Andrade, Política Livre

Na propaganda eleitoral desta terça-feira (15), os candidatos à presidência da República apresentaram novos programas e novas estratégias para convencer o eleitorado. Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram seus discursos em críticas ao governo Lula (PT), com ataques à corrupção, à segurança pública, à situação econômica e ao funcionamento das instituições. Já Lula apostou na apresentação de resultados da gestão e em propostas para um eventual novo mandato.

Caiado construiu sua mensagem em torno da necessidade de recuperar a “autoridade moral” do país. O candidato associou problemas como corrupção e criminalidade à falta de reputação e de compromisso com o serviço público e disparou contra os principais adversários.

“O problema no Brasil hoje, ele é moral”, afirmou. Segundo Caiado, o país precisa voltar a ter governantes que respeitem o dinheiro público e não utilizem o cargo para enriquecimento ou negociações ilícitas.

O candidato também citou desvios de recursos públicos e criticou o cenário político e institucional brasileiro. Ao defender sua candidatura, afirmou que é necessário ter “a estatura moral para sentar, abrir a presidência da República e falar com 212,15 milhões de brasileiros”.

Flávio Bolsonaro adotou um tom ainda mais contundente e abriu o programa com uma espécie de pronunciamento à população. O candidato afirmou que estava interrompendo a campanha diante da gravidade do momento e defendeu a necessidade de “passar o Brasil a limpo”.

O candidato do PL direcionou críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente ao ministro Alexandre de Moraes. Também apresentou propostas para a segurança pública e a economia. Entre elas, prometeu classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações “narcoterroristas”.

Na economia, Flávio afirmou que pretende reduzir juros e dívida pública. “O povo tá devendo porque o governo tá devendo”, declarou. O candidato também defendeu o fim da reeleição e afirmou que não disputaria um segundo mandato caso fosse eleito.

Ao longo da propaganda, Flávio ainda criticou o custo de vida e o endividamento das famílias. “Escândalo é não poder andar em paz nas ruas, porque o medo dá conta. Escândalo é tanta gente endividada, sem conseguir pagar as contas. Escândalo é ver o carrinho de compras cada vez mais vazio”, afirmou.

Lula, por sua vez, apresentou uma propaganda com foco na reconstrução do país e nos resultados de sua administração. O presidente atribuiu parte dos avanços ao próprio povo brasileiro e afirmou que a participação da sociedade é fundamental para orientar as ações do governo.

Na saúde, o programa destacou mais de 31 milhões de consultas e teleconsultas e 15 milhões de cirurgias eletivas. Lula também afirmou que o número de médicos vinculados ao Ministério da Saúde passou de 12 mil, em 2023, para 28 mil atualmente.

O presidente ainda exaltou o Farmácia Popular e prometeu ampliar o programa para oferecer exames e teleconsultas gratuitas a pessoas com diabetes e hipertensão.

Na educação, Lula destacou a criação de 111 institutos federais e defendeu a ampliação das escolas de tempo integral. Segundo ele, a medida teria como objetivo não apenas melhorar a qualidade do ensino, mas também oferecer maior tranquilidade às famílias.

Na área econômica, o programa de Lula explorou a inflação dos alimentos e fez um contraste direto com o período do governo Bolsonaro. A propaganda afirmou que, durante a gestão anterior, a inflação dos alimentos teria chegado a 57% e apresentou propostas como imposto zero para produtos da cesta básica e itens de higiene.

O programa também citou iniciativas como a CNH do Brasil, o gás gratuito para famílias, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o Pé-de-Meia e a transposição do Rio São Francisco.

Fonte: Política Livre / Foto: Reprodução/Arquivo

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