Lucas Andrade
Os setores brasileiros de saúde e educação ampliaram os ganhos na B3 após o resultado das eleições presidenciais, impulsionados principalmente pela forte queda das taxas de juros de longo prazo no país. O BTG Pactual avalia em relatório que a redução do custo de capital tem potencial para elevar o valor das empresas e sustentar uma nova rodada de reprecificação das ações.
Desde a eleição, as ações de empresas de saúde avançaram cerca de 11%, enquanto as companhias de educação registraram valorização média de 18%, de acordo com o levantamento. Entre os destaques estão nomes como Rede D’Or, Hapvida, Fleury, Hypera, Cogna e YDUQS, que apresentaram altas expressivas no período.
O banco destaca que a compressão de aproximadamente 140 pontos-base na curva de juros de longo prazo teve impacto relevante sobre as projeções de valor das empresas acompanhadas pela equipe de análise. A avaliação considera que a redução das taxas pode gerar efeitos mais importantes para as ações do que eventuais revisões positivas de lucro nos próximos anos.
Entre as recomendações do relatório, a Rede D’Or segue apontada como a principal escolha dentro do setor de saúde. O BTG também mantém visão favorável para Bradsaúde e vê um cenário cada vez mais atraente para aumento de exposição ao segmento de educação, que continua negociando a múltiplos considerados baixos em relação ao potencial de crescimento.
O estudo também destaca indicadores financeiros das empresas analisadas, incluindo níveis de endividamento, participação da dívida no valor das companhias e a parcela do valuation associada à perpetuidade, métricas utilizadas para medir o impacto de mudanças nos juros sobre o valor dos negócios.
Na visão do BTG, a combinação entre juros mais baixos, melhora das condições financeiras e potencial expansão dos múltiplos de mercado tende a favorecer empresas com maior exposição à economia doméstica, especialmente nos setores de saúde e educação.
Fonte: Money Report