Manifestantes derrubaram estruturas ligadas ao torneio e prometem ampliar mobilizações durante o Mundial
Faltando uma semana para o início da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México enfrenta uma série de protestos que têm provocado bloqueios de vias, atos de vandalismo e preocupação das autoridades com a segurança do evento.
Entre os principais movimentos estão os professores ligados à Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), que reivindicam reajustes salariais, mudanças nas regras de aposentadoria e melhores condições de trabalho. Os docentes têm promovido bloqueios em vias importantes da cidade e adotaram como lema a frase “Se não houver solução, a bola não vai rolar”, em referência à proximidade do Mundial.
Os protestos ganharam repercussão internacional após manifestantes derrubarem e danificarem estátuas de jogadores instaladas para promover a Copa na Avenida Paseo de la Reforma, uma das principais da capital mexicana.
As manifestações também reúnem familiares de pessoas desaparecidas, agricultores e caminhoneiros. Os participantes afirmam que pretendem aproveitar a visibilidade internacional da Copa para chamar atenção para demandas sociais e políticas que, segundo eles, permanecem sem solução.
País-sede do torneio ao lado dos Estados Unidos e do Canadá, o México receberá 13 partidas da competição. Com a possibilidade de novos protestos nos próximos dias, cidades como Cidade do México, Monterrey e Guadalajara permanecem em alerta. A abertura da Copa está marcada para o dia 11 de junho, no Estádio Azteca, com o confronto entre México e África do Sul.
Fonte: Metro 1 / Foto: Canva Imagens