Ministério da Saúde cancelou compra de medicamentos do ‘kit entubação’ em agosto

Brasil

Conselho de Saúde apontou que cancelamento de compra internacional de medicamentos não foi explicada pela pasta

Por Matheus Simoni no dia 20 de Março de 2021 ⋅ 11:04   

O Ministério da Saúde cancelou, em agosto de 2020, uma compra internacional de medicamentos para o chamado kit entubação. É o que mostra um ofício do Conselho Nacional de Saúde (CNS) divulgado neste final de semana. Diante do agravamento da pandemia de Covid-19 no país, o governo passou a requisitar os estoques dos laboratórios como forma de suprir a demanda. Associações e autoridades de saúde já apontaram que, diante do colapso, as reservas desses medicamentos estão no fim. A recomendação 54 do CNS, de 20 de agosto do ano passado, faz referência ao cancelamento e menciona que a razão não foi explicada pelo Ministério da Saúde: “Considerando que em 12 de agosto de 2020 a operação Uruguai II, executada pelo Ministério da Saúde para aquisição de medicamentos do kit intubação foi cancelada, sem que seus motivos fossem esclarecidos”.

Segundo o Ministério da Saúde, a Uruguai I comprou “54.867 unidades de medicamentos usados no auxílio da intubação de pacientes em UTI que se encontram em estado grave ou gravíssimo pela covid-19”. “Considerando que o desabastecimento desses medicamentos coloca em risco toda a estrutura planejada para o atendimento de saúde durante a pandemia do novo coronavírus, pois mesmo com leitos disponíveis, sem esses medicamentos não é possível realizar o procedimento, podendo levar todo o sistema de saúde ao colapso”, diz trecho do documento.

Na última quarta-feira (17), o Ministério informou que fez uma requisição administrativa de 665,5 mil medicamentos para intubação para um período de 15 dias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, disse que busca novos fornecedores e que vai flexibilizar os critérios para a aquisição dos kits para agilizar o processo e evitar a escassez de medicamentos.

Fonte: Metro 1

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