A finlandesa Oura, fabricante de anéis de monitoramento de saúde, deve abrir seu capital hoje. O IPO prevê até US$ 2,2 bilhões em captação e pode levar a companhia a uma avaliação de mercado de aproximadamente US$ 15,6 bilhões.
O hype pelo IPO é tão grande que atraiu cerca de 4x mais pedidos do que o número de ações disponíveis.
Muitos já questionam se a empresa realmente vale tudo isso, mas ela apresenta bons números para sustentar o otimismo:
Nos 9 meses encerrados em junho, a receita da Oura cresceu 74%, chegando a US$ 1,2 bi. No mesmo período, o lucro líquido da companhia saltou de US$ 1,6M para US$ 60M.
Uma das principais teses da empresa é a recorrência. O negócio possui 5M de assinantes, que pagam para desbloquear análises personalizadas contínuas de saúde. Entre os dados acompanhados estão sono, frequência cardíaca e ciclo menstrual.
A receita de assinaturas cresceu 121% nos nove meses até junho, chegando a +US$ 240 milhões, com margem bruta de 89%.
A visão por trás disso é o tamanho do mercado. Com cada vez mais pessoas buscando acompanhar a própria saúde antes que problemas apareçam, estima-se que os gastos globais com prevenção e bem-estar podem superar US$ 2 trilhões até 2030.
O IPO também tem uma particularidade: a maior parte do dinheiro não vai para a Oura. Dos 50 milhões de ações oferecidas, 36,5 milhões pertencem a investidores atuais.
Fonte: The News / (Imagem: Oura | Reprodução)