• Estudo sobre carga de doenças mostra riscos da obesidade • Formação em enfermagem tem novas diretrizes curriculares • E MAIS: VSR e influenza; mães encarceradas e seus direitos; OMS declarará emergência pelo clima? •
O Estudo Global sobre Carga de Doenças, publicado na revista The Lancet, aponta que a obesidade se torna o principal fator de risco à saúde no Brasil. A mudança coloca em segundo lugar a hipertensão, que liderou os rankings no país por décadas. Segundo a pesquisa, alterações no estilo de vida da população ao longo dos últimos anos e a urbanização do país são a principal explicação.
Em entrevista à Agência Brasil, Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia explica o impacto da urbanização nesse processo. Para o médico, os brasileiros passaram a viver em “ambientes obesogênicos”, com redução de atividades físicas e dietas com alta adoção de ultraprocessados.
“A obesidade não é apenas excesso de peso, mas uma doença crônica inflamatória e metabólica que aumenta simultaneamente o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e vários tipos de câncer”, ressalta o médico.
Diretrizes para formação em Enfermagem pedem mais integração ao SUS
O Ministério da Educação aprovou novas diretrizes curriculares para os cursos de graduação em Enfermagem no Brasil, substituindo as regras em vigor desde 2001. A resolução determina que os bacharelados tenham carga horária mínima de 4 mil horas em regime presencial, com prazo mínimo de cinco anos para conclusão. Os estágios supervisionados deverão representar ao menos 30% da carga horária total, e metade dessa formação prática deve ocorrer obrigatoriamente na atenção primária à saúde (como unidades básicas e Estratégia Saúde da Família) e os outros 50% em hospitais ou serviços de média complexidade.
A formação dos enfermeiros deverá seguir os princípios do SUS, com foco em atenção integral, ética, humanização, atuação interdisciplinar, segurança do paciente, redução de desigualdades e valorização da diversidade. As instituições de ensino terão até junho de 2028 para se adaptar às novas exigências. O perfil esperado do profissional, segundo o texto, é “generalista, humanista, crítico, reflexivo, ético e político”, com compromisso com a cidadania e a dignidade humana.
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Fonte: Outra Saúde / (Foto: EBC)