A passagem da Companhia Nacional da Ópera de Pequim por Salvador, em data não informada no material fornecido, lotou a Concha Acústica do Teatro Castro Alves e transformou a capital baiana em palco de um encontro cultural entre China e Bahia, reunindo público, autoridades, representantes institucionais e produtores culturais em uma noite marcada pela tradição chinesa, pela troca artística e pelo fortalecimento das relações culturais entre Brasil e China.
A apresentação integrou ações de intercâmbio cultural entre os dois países e ocorreu em um contexto de aproximação entre a Bahia e a China. O evento reforçou o papel de Salvador como cidade aberta a conexões culturais internacionais e a manifestações artísticas de grande relevância simbólica.
Durante o espetáculo, o público acompanhou as cenas com atenção e respondeu com entusiasmo às performances da companhia chinesa. A Ópera de Pequim é reconhecida internacionalmente por sua combinação de musicalidade, técnica corporal, figurinos elaborados, gestualidade cênica e riqueza simbólica, elementos que marcaram a recepção do espetáculo na capital baiana.
A lotação da Concha Acústica foi apontada pelos organizadores como demonstração da receptividade do público baiano a experiências culturais internacionais e do interesse por manifestações artísticas tradicionais de outros países.
Autoridades acompanham apresentação na Concha Acústica
A noite contou com a presença do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, da cônsul-geral da China no Rio de Janeiro, Tian Min, além de representantes institucionais e convidados.
Entre os espaços simbólicos do evento esteve o camarote “China com Axé”, criado como referência ao encontro entre tradições culturais chinesas e baianas. A iniciativa dialogou com o fortalecimento das relações entre Bahia e China, que, segundo o material fornecido, vêm ampliando parcerias em áreas culturais, institucionais e econômicas.
Produção reuniu Dellarte e Caderno 2 Produções
A passagem da companhia por Salvador foi realizada pela Dellarte, com produção local da Caderno 2 Produções. O espetáculo também teve apresentação do Ministério da Cultura e da CTG Brasil, com apoio da Lei Rouanet e apoio local do Hotel da Bahia by Wish.
A realização envolveu ainda a Dellarte, o Ministério da Cultura e o Governo do Brasil, com produção local da Caderno 2 Produções.
Chico Peres destaca cultura como ponte entre povos
O diretor da Caderno 2 Produções, Chico Peres, afirmou que a receptividade do público demonstrou a força da arte como instrumento de conexão internacional.
Segundo ele, a apresentação da Companhia Nacional da Ópera de Pequim em Salvador representou um momento significativo de aproximação cultural. Peres destacou que ver a Concha Acústica lotada e o público baiano conectado a uma manifestação artística chinesa reforça a capacidade da cultura de criar pontes, promover encontros e ampliar diálogos entre tradições distintas.
O produtor também afirmou que o espetáculo deixa um legado para a cidade ao aproximar Salvador de circuitos internacionais de intercâmbio artístico. Para a Caderno 2 Produções, acrescentou, a produção local do projeto ao lado da Dellarte representou uma oportunidade de contribuir para que a capital baiana recebesse uma apresentação de grande dimensão cultural.
Dellarte defende descentralização do acesso à cultura internacional
O presidente da Dellarte, Steffen Dauelsberg, afirmou que levar a Companhia Nacional da Ópera de Pequim a Salvador reforça o compromisso da produtora com a descentralização do acesso a grandes manifestações culturais internacionais.
Dauelsberg destacou que, ao longo de 44 anos de trajetória, a Dellarte tem defendido a ampliação da circulação de espetáculos que historicamente ficam concentrados no eixo Rio-São Paulo. Segundo ele, Salvador integra a visão estratégica e afetiva da produtora, pela potência cultural da Bahia e pela abertura do público baiano às trocas artísticas e simbólicas.
Para o dirigente, a lotação da Concha Acústica confirmou a importância de ampliar intercâmbios culturais e criar pontes entre povos, tradições e linguagens por meio da arte.
Intercâmbio cultural ocorre em cenário de aproximação entre Bahia e China
A apresentação da Ópera de Pequim em Salvador foi descrita como parte de um movimento mais amplo de aproximação entre Bahia e China. O material fornecido menciona o avanço de parcerias culturais, institucionais e econômicas, embora não detalhe acordos específicos, valores, datas ou programas formais vinculados ao espetáculo.
Nesse contexto, a dimensão simbólica da apresentação ganha relevância. A cultura opera como instrumento diplomático, ampliando vínculos entre sociedades e permitindo que relações internacionais não se limitem a agendas comerciais ou governamentais.
Tradição milenar chinesa encontra público baiano
A Ópera de Pequim é uma das expressões mais conhecidas da cultura tradicional chinesa e reúne canto, atuação, música, dança, acrobacia, figurinos e maquiagem cênica. Em Salvador, conforme o relato fornecido, esses elementos foram recebidos por uma plateia participativa, que respondeu com aplausos e envolvimento ao longo da apresentação.
A presença de uma companhia chinesa em um dos principais equipamentos culturais da Bahia também reforçou a vocação de Salvador como cidade de encontro entre culturas. A capital baiana, marcada por forte identidade afro-brasileira, tradição musical, religiosidade e patrimônio histórico, recebeu uma manifestação artística de matriz asiática em uma noite de intercâmbio cultural.
Fonte: Jornal Grande Bahia