Vitória já tem receitas descontadas após acordo com FFU, enquanto Atlético-MG segue sem retenções

Bahia Brasil esportes

Os dois clubes anunciaram a adesão à FFU em 2025, mas só o Vitória teve o seu caixa afetado em 2026

Sábado, 1 de agosto de 2026

O Vitória e o Atlético-MG anunciaram, no segundo semestre do ano passado, adesão à Futebol Forte União (FFU). O movimento veio acompanhado de um negócio com a Sports Media Entertainment (SME), investidora ligada ao bloco: em troca de um pagamento à vista, os clubes venderam uma participação percentual sobre o que arrecadam com a transmissão de seus jogos e com a publicidade em torno deles.

Todavia, dirigentes rubro-negros descobriram recentemente que a conta não vale para os dois lados. Enquanto o Vitória tem 15% de suas receitas descontadas na origem pela SME já em 2026, o Atlético-MG segue recebendo 100% da sua parte no Campeonato Brasileiro desse ano.

Na prática, o dinheiro do Leão é dividido antes mesmo de chegar ao clube, a cada repasse. No Galo, isso não acontece. A pergunta dos dirigentes rubro-negros é por que só o Vitória já paga a conta da FFU esse ano.

Qualquer que seja a resposta, o efeito em campo é enorme. Os dois clubes estão brigando na mesma faixa da tabela, mas só um teve uma fatia relevante do seu dinheiro deste ano comprometida com a FFU. E não é pouco dinheiro: estima-se que os 15% equivalham a cerca de R$ 15 milhões neste ano — mais do que o Vitória gastou para contratar Baralhas e Erick juntos.

Tudo isso num clube que já entra em campo em desvantagem. Na quarta-feira (29), após a derrota por 4 a 0 para o Palmeiras no Barradão, o presidente Fábio Mota anunciou representação à CBF contra a arbitragem e resumiu o sentimento: “Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você tem um investimento menor, viaja mais e ainda tem que passar por esse tipo de coisa.”

A frase vale também fora das quatro linhas. Ao investimento menor, às viagens mais longas e às queixas de arbitragem, soma-se agora a desigualdade de tratamento da FFU: enquanto o rival mineiro recebe tudo o que lhe cabe em 2026, o Leão paga desde já esse ano os 15% devidos à liga.

Fonte: Metro 1 / Foto: Victor Ferreira/ EC Vitória


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