Os efeitos positivos de um ajuste estrutural das contas públicas

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Cenário que pode ajudar o BC a acelerar o ritmo de cortes da Selic

O Bradesco avalia que os impactos da guerra no Irã sobre a economia brasileira têm se mostrado majoritariamente transitórios, com pressões de preços vindas do petróleo e derivados, mas também com efeitos positivos sobre o câmbio e os ativos locais. O real segue valorizado, beneficiado pela realocação global de portfólios, e deve permanecer nesse patamar até o próximo ano.

A inflação, pressionada por combustíveis e insumos industriais, foi revisada para cima em 2026 e 2027, enquanto o Banco Central mantém postura gradualista e pode acelerar cortes de juros após a resolução do conflito. A Selic deve encerrar o ano em 12,75%, ainda em nível restritivo. No lado da atividade, o PIB mostra sinais de aceleração, puxado por setores menos sensíveis ao ciclo, enquanto programas de apoio às famílias ajudam a equilibrar renda e consumo.

O relatório do banco destaca que, apesar da melhora conjuntural e da expectativa de cumprimento da meta fiscal dentro do arcabouço, o país ainda carece de um ajuste estrutural das contas públicas. Esse movimento é essencial para interromper a trajetória de expansão da dívida e reduzir riscos sobre inflação e preços de ativos. A balança comercial, impulsionada pelas exportações de petróleo, deve registrar superávit expressivo, reforçando o interesse de investidores no Brasil e sustentando a valorização do real.

O Bradesco aponta, dessa forma, que a resolução do conflito e um ajuste fiscal mais profundo podem consolidar os efeitos positivos já observados, garantindo maior estabilidade macroeconômica e fortalecendo a confiança dos investidores.

Fonte: Money Report

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