Os suicídios que o trabalho insiste em esconder

saúde

Por Bruno Chapadeiro Ribeiro

1. A farsa do acolhimento e a metamorfose da dor

“(…) 10 de setembro, hoje eu não tô vivendo” cantavam “As patroas” [sic]. Há uma contradição perversa no coração do capitalismo hipertardio que o mês de setembro insiste em encenar, qual seja, a de diferentes empresas que decidem ornamentar seus corredores com laços amarelos, distribuir botons com frases motivacionais, contratar palestras sobre resiliência e inteligência emocional e convidar seus funcionários a falar sobre “seus sentimentos”. No entanto, institui-se uma regra tácita, implacável e rigorosamente vigiada que é a do convite à fala que se encerra no exato instante em que o(a) trabalhador(a) elucida o que dá nome ao seu sofrimento. Entre tantos exemplos, o assédio moral sofrido, a extenuante escala 6×1, o medo constante da demissão, a meta inatingível ou a privação do sono em nome de distintos algoritmos de produtividade.

Trata-se do que a literatura e a prática clínica vêm denominando de wellbeing washing, tal como tratei no artigo do ano passado em que há maquiagem corporativa do bem-estar. Em um movimento de profunda hipocrisia institucional, a organização finge acolher a vulnerabilidade humana enquanto preserva intacta a engrenagem que a produz. Transfere-se ao indivíduo a responsabilidade exclusiva pelo seu esgotamento e pela sua recuperação, como se a ideação suicida fosse um mero erro de processamento de um sujeito incapaz de autogerenciar o estresse crônico. O gerencialismo trata o suicídio relacionado ao trabalho como um ruído ruidoso, uma inconveniência reputacional a ser rapidamente abafada por campanhas de marketing de autoajuda. Convida-se a pessoa a procurar ajuda, desde que a ajuda jamais procure saber demais sobre a empresa e seus subterfúgios.

2. Mortes que os registros oficiais teimam em ocultar

Os dados mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS) indicam que o Brasil registrou 17.009 mortes por suicídio lá em 2023. No plano global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima mais de 727 mil mortes anuais, das quais 73% concentram-se em países de baixa e média renda, em sua maioria, situados aqui no Sul Global. No entanto, o nó górdio da vigilância epidemiológica reside no fato de que esses números globais não discriminam a fração de mortes atravessadas direta ou indiretamente pela violência laboral.

No Brasil, assistimos a um paradoxo estarrecedor. Segundo levantamento da Fundacentro e dados do INSS, o país registrou mais de 440 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2024, num salto de 67% em relação ao ano anterior. Em 2025, os dados preliminares da Previdência Social apontaram 546.254 concessões de benefícios por incapacidade temporária motivadas por transtornos mentais. Contudo, de todos os benefícios concedidos pelos famigerados CID-F, apenas irrisórios 2,04% foram formalmente reconhecidos como relacionados ao trabalho.

Saúde mental: o desafio de provar que a culpa é do trabalho

A subnotificação é um dispositivo político do capital de invisibilização. Contar pessoas ocupadas que morreram por suicídio, registrar a profissão na Declaração de Óbito e estabelecer o nexo causal com a organização do trabalho são etapas sistematicamente sabotadas por uma bur(r)ocracia e pelo medo do estigma. O suicídio dentro das instalações da empresa não prova, por si só, o nexo, apesar de ser uma mensagem nítida aos mínimos esclarecidos. A morte ocorrida no domicílio do(a) trabalhador(a) no domingo à noite, decerto, tampouco o exclui.

Um retrato contundente desse cenário consta no Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde publicado em junho de 2026, dedicado à saúde dos caminhoneiros. Entre 2010 e 2023, registraram-se 1.272 suicídios entre motoristas de transporte rodoviário de carga no país. O número de mortes registradas por ano subiu de 48 para 150, representando um estarrecedor aumento absoluto de 212,5%. Por trás desses números, o próprio boletim aponta jornadas exaustivas sem descanso adequado, prazos de entrega desumanos impostos pelo frete e o isolamento social nas estradas. O tempo de dormir, comer e conviver desses trabalhadores é devorado para que a mercadoria chegue no prazo. Mal sabemos nós que o tão esperado anúncio de “sua encomenda chegou”, obnubila todo o trabalho social envolvido.

3. O que a ciência comprova

A tentativa recorrente de reduzir o suicídio a uma vulnerabilidade biológica individual ou a problemas estritamente pessoais desmorona diante das evidências científicas acumuladas. Uma metanálise de referência publicada em 2026 no Scandinavian Journal of Work, Environment & Health, que examinou 27 estudos longitudinais internacionais, demonstrou associações estatísticas indiscutíveis entre estressores ocupacionais e o risco suicida:

  • Perda do emprego e demissão involuntária: Eleva em 2,27 vezes o risco de morte por suicídio (um aumento de +127%).
  • Assédio moral e humilhação no trabalho: Aumenta o risco suicida em 1,78 vez (+78%).
  • Insegurança no emprego: Associa-se a um risco 1,64 vez maior de ideação e comportamento suicida (+64%).

Esses dados dialogam diretamente com a síntese de Corsi e colaboradores (2020), que mapeou as 10 principais relações de risco entre trabalho e suicídio. Segundo o estudo, a depressão comprovadamente relacionada ao trabalho eleva o risco suicida em inacreditáveis +193%, enquanto o assédio moral e sexual eleva o risco em +161%, seguido pelo estresse ocupacional crônico (+145%), sobrecarga e metas inatingíveis (+132%) e trabalho em turnos noturnos sem descanso adequado (+118%).

Fator de Risco Psicossocial Relacionado ao Trabalho (FRPRT)Aumento no Risco Suicida (%)Base Científica
Depressão Relacionada ao Trabalho+ 193%Corsi et al. (2020)
Assédio Moral e Sexual na Empresa+ 161% / (1,78x)Scand J Work Env (2026)
Estresse Ocupacional Crônico & Job Strain+ 145%Choi et al. / Corsi et al.
Perda do Emprego / Demissão Involuntária+ 127% / (2,27x)Scand J Work Env (2026)
Insegurança Trabalhista (Job Insecurity)+ 64% / (1,64x)Blomqvist et al. (2022)

No filme “Você Não Estava Aqui” (2019) do cineasta britânico Ken Loach, acompanhamos a trajetória de um pai de família que se torna entregador de aplicativo na promessa de ser seu próprio chefe. “(…), mas para que sonhar, se dá o desespero de esperar demais?” dizia Chico Buarque na canção “Pedro Pedreiro”. O resultado, contudo, tem sido uma espiral infernal de jornadas em média de 14 horas, ausência de direitos, endividamento com a franquia do veículo-meio-de-produção, destruição dos vínculos familiares e esgotamento físico e psíquico absoluto.

A plataformização do trabalho expõe a crueza do neoliberalismo em que o(a) trabalhador(a) assume todos os custos e riscos da produção, enquanto a corporação extrai a mais-valia via algoritmo fantasmagórico numa espécie de ludismo moderno. Quando esse(a) trabalhador(a) colapsa, ele é simplesmente descartado pela plataforma. “Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro, pobre e nada mais, sem ficar esperando, esperando…”

4. Onde o trabalho mata

A investigação dos suicídios relacionados ao trabalho evidencia que a violência laboral atinge diferentes categorias profissionais de modos específicos, revelando que o desgaste não é uma abstração, mas uma ferida cravada em corpos e territórios concretos, tais como:

• Trabalhadores da Saúde: Estudo nacional com médicos brasileiros publicado em 2024 revelou que 8,8% relataram planos suicidas e 3,2% já haviam tentado o autoextermínio, em forte associação com a exaustão emocional, privação de sono e frustração no exercício profissional. Entre profissionais de enfermagem, técnicos e cuidadores, o sofrimento ético de não conseguir prestar um atendimento digno devido ao sucateamento das instalações, a terceirização e precarização do trabalho, somado ao acesso facilitado a meios de alta letalidade, coloca essa categoria em elevado risco.

• Segurança Pública e Policiais: O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 registrou 126 suicídios de policiais civis e militares ativos no país no ano de 2024. Pelo segundo ano consecutivo, o número de policiais que tiraram a própria vida superou o total de policiais mortos em confronto durante o exercício do trabalho. Socializados sob a “gramática da guerra” como denota a pesquisadora Dayse Miranda, e sob o mito da invulnerabilidade viril, esses trabalhadores são impedidos de demonstrar fraqueza. Pedir ajuda psicológica é frequentemente visto na corporação como sinal de inadequação, resultando em retaliações, perda do porte de arma ou isolamento social.

• Trabalho Rural e Agronegócio: Nas regiões de expansão agroindustrial e nas lavouras do tabaco no Sul e Centro-Oeste do país, estudos conduzidos pela UFMT e UFRGS associam a alta incidência de depressão e suicídios à exposição crônica aos agrotóxicos e pesticidas organofosforados, cujos componentes químicos provocam neurotoxicidade e alterações no sistema nervoso central. Soma-se a isso a lógica sazonal da agricultura sob meses de trabalho exaustivo seguidos por períodos de ociosidade forçada, endividamento com multinacionais de insumos e a completa fragilização dos laços comunitários tradicionais.

• Trabalhadores Precarizados e Marcadores Interseccionais: o sofrimento ético-político incide de forma desproporcional sobre populações vulnerabilizadas. Mulheres negras submetidas a duplas jornadas sem redes de apoio, trabalhadores informais e jovens LGBT+ enfrentam a sobreposição entre discriminação institucional, subemprego e desamparo social. Ou seja, não existe um suicida abstrato, e sim existências atravessadas por marcadores de classe, raça e gênero que delimitam quem tem direito à proteção e quem é entregue à descartabilidade cotidiana.

5. Investigar o evento sentinela

Se o cenário é grave, o ano de 2026 inaugura marcos normativos essenciais para retirar a prevenção do suicídio da esfera publicitária e inscrevê-la no campo do direito sanitário e da responsabilidade objetiva do empregador. O suicídio deve ser entendido como um Evento Sentinela. Ou seja, um sinal de alerta vermelho do sistema em que uma ocorrência grave que revela que os processos e a organização de determinado ambiente de trabalho estão doentes e ameaçam a vida dos(as) demais trabalhadores(as) que ali permanecem.

O protocolo da Autópsia Psicossocial enquanto uma metodologia rigorosa de investigação epidemiológica que reconstrói a trajetória profissional do falecido, ouvindo colegas de trabalho, familiares, representantes sindicais e examina históricos de metas, reestruturações, alteração de turnos e episódios de assédio na empresa devem ser abordagens imprescindíveis à saúde pública.

A necessidade de romper com a patologização individual e a recusa a condutas ineficazes e estruturalmente ultrapassadas, como o chamado “contrato de não suicídio”, instrumento burocrático que visava isentar profissionais e instituições de responsabilidade legal, praticados originalmente em empresas chinesas, expõem a emergência ético-política da questão.

6. Posvenção e o compromisso ético com os(as) sobreviventes

Quando um suicídio se consuma em uma organização ou comunidade, estima-se que pelo menos cinco a vinte pessoas sejam profundamente afetadas por essa perda. Estes(as) são tidos(as) como sobreviventes do suicídio. Colegas de equipe, familiares e amigos entram em um processo de luto complexo, frequentemente marcado por culpa, vergonha, medo e silenciamento.

A posvenção compreende o conjunto de ações éticas, clínicas e institucionais desenvolvidas após a ocorrência de um suicídio para acolher os(as) enlutados(as), oferecer suporte psicológico continuado e prevenir novos comportamentos suicidas entre as pessoas expostas. No ambiente corporativo, a atitude hegemônica costuma variar entre o apagamento sumário do fato (fingindo que nada aconteceu no dia seguinte) ou a espetacularização e o julgamento moral. Ambas as condutas são profundamente danosas.

A comunicação responsável sobre o suicídio deve afastar-se do famoso Efeito Werther, em que se pese o contágio social provocado pela divulgação sensacionalista de métodos e cartas de despedida, e promover o Efeito Papageno, em que a veiculação de histórias de superação da crise, fortalecimento das redes de apoio, acesso a serviços públicos de saúde mental e solidariedade coletiva prevalecem.

7. O que precisa mudar em outubro: por uma prevenção material e política

Quando o mês de setembro terminar e os laços amarelos forem recolhidos das fachadas das empresas, o que restará? A verdadeira prevenção do suicídio relacionado ao trabalho não se faz com palestras motivacionais nem com aplicativos de meditação. Ela exige intervenções estruturais nas condições materiais de existência e de produção. Listemos algumas delas:

1. Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho: Garantir tempo de descanso, convivência familiar, lazer e recuperação psíquica é a primeira e mais eficaz medida antissuicídio. O debate sobre a redução da jornada laboral sem redução salarial diz respeito à sustentabilidade da vida humana.

2. Acrescimento da Proteção Social e Políticas de Distribuição de Renda: Estudos demonstram que países que mantiveram ou reforçaram suas políticas de proteção social, incluindo as de transferências monetárias para populações pobres e extremamente pobres, apresentaram níveis menores de suicídios. Municípios brasileiros com maior cobertura do Bolsa Família, por exemplo, tiveram redução de 56% no risco de suicídio entre beneficiários.

3. Fortalecimento do SUS, com ampliação e articulação entre a RAPS e a Renastt: Não há prevenção pública sem financiamento adequado dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e fortalecimento dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt), dotando as equipes estaduais e municipais de poder de fiscalização e intervenção nos locais de trabalho adoecedores.

4. Combate efetivo ao assédio e revisão das metas: As empresas precisam ser responsabilizadas civil e criminalmente pelas práticas de “gestão por estresse” e ranqueamento punitivo de produtividade. Canais de denúncia devem ser independentes e garantir proteção contra demissões ou retaliações.

5. Protagonismo dos sindicatos e coletivos de trabalhadores(as): A reconstrução dos laços de solidariedade no ambiente de trabalho é o antídoto contra o isolamento e o desamparo. A organização coletiva permite transformar a dor individual em ação política e transformação social.

6. Combate à desigualdade social e justiça fiscal progressiva: Entre 2017 e 2023, a fatia da renda nacional concentrada pelo 1% mais rico passou de 20,4% para 24,3%. O 1% mais rico da população brasileira recebe, atualmente, o equivalente a 36,2 vezes a renda dos 40% mais pobres com interseccionalidades importantes nesses dados. Reformas como a tributação de grandes fortunas e lucros e a maior regulação da influência política são urgentes.

Lembrando que em outubro, temos eleições país afora.

Em suma, o sofrimento humano deixa de ser uma armadilha mortal quando encontra um outro a quem se possa endereçar a palavra e, principalmente, quando essa palavra produz efeitos de transformação na realidade. A vida somente se torna vivível quando trabalhar deixa de ser um sacrifício de si e volta a ser um espaço de criação, reconhecimento e pertencimento no mundo.

Para resgatar o verdadeiro sentido do trabalho, faz-se necessária a superação da lógica do capital, de modo que possamos caminhar para uma nova sociabilidade em que a produção seja socialmente útil, autodeterminada e voltada para as necessidades da esmagadora maioria da população e não somente para 1% dela. O autoextermínio na história do capitalismo tem tido tudo a ver com renda e trabalho. Ou melhor, com a falta destes.

ONDE BUSCAR AJUDA E ACOLHIMENTO EM SAÚDE MENTAL:
Se você está em sofrimento psíquico, vivenciando extrema exaustão ou com pensamentos de suicídio, procure ajuda imediata. Acesse a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) mais próximo de sua residência. O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br (24 horas). Em situações de urgência e emergência, acione o SAMU pelo 192 ou dirija-se a uma UPA ou Pronto-Socorro.

Referências

BRASIL. Ministério da Previdência Social; FUNDACENTRO. Estatísticas de Benefícios por Incapacidade Temporária e Concessões de Auxílio-Doença por Transtornos Mentais e do Comportamento (2024–2025). Brasília: MPS/MTE, 2025.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Boletim Epidemiológico: Panorama dos suicídios e lesões autoprovocadas entre motoristas de transporte rodoviário de carga no Brasil (2010–2023). Brasília: Ministério da Saúde, v. 57, jun. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Brasília: DataSUS, 2023. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/. Acesso em: 9 set. 2026.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Cartilha Amarela: Prevenção e combate ao assédio, a outras formas de violências e ao suicídio relacionado ao trabalho. Brasília: MTE, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/assuntos/inspecao-do-trabalho/manuais-e-publicacoes/cartilha-amarela-n.pdf. Acesso em: 9 set. 2026.

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1): Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e Riscos Psicossociais no Trabalho. Brasília: MTE, 2026.

BUARQUE, Chico. Pedro Pedreiro. Chico Buarque de Hollanda. [S.l.]: RGE, 1965. 1 disco sonoro (ca. 30 min), lado A, faixa 1.

CORSI, M. et al. Work-related psychosocial factors and suicide risk: a systematic review and meta-analysis. Safety and Health at Work, 2020.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA (FBSP). 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública: 2025. São Paulo: FBSP, 2025. Disponível em: https://forumseguranca.org.br/. Acesso em: 9 set. 2026.

GARBIN, Andréia De Conto; PINTOR, Eliana Aparecida da Silva (coord.). Diretrizes para atenção integral à saúde nos casos de suicídio relacionado ao trabalho: investigação e posvenção. São Paulo: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP / CCD / CVS / DVST / Cerest Estadual), 2026. Disponível em: https://www.forumat.net.br/fat/sites/default/files/arq-paginas/Diretrizes%20suicidio%20relacionado%20ao%20trabalho.pdf. Acesso em: 9 set. 2026.

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Fonte: Outra Saúde / Ilustração de Gustave Doré para o Inferno de Dante Alighieri, 1857. Créditos: Wikimedia Commons

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