Tese das “picaretas e pás” ganha força na corrida global pela IA

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A corrida global pela inteligência artificial continua avançando em ritmo acelerado e, para investidores, a melhor oportunidade pode não estar necessariamente nas empresas que desenvolvem os modelos mais sofisticados. A avaliação é de Sylvio Castro, head global de Investment Solutions e Fund of Funds do Itaú Unibanco, e Thomas Wu, estrategista-chefe de investimentos do Itaú Unibanco.

Em artigo, os especialistas do banco analisam o debate gerado pelo manifesto de Dario Amodei, fundador da Anthropic, que defende mecanismos mais rígidos de supervisão para os sistemas mais avançados de inteligência artificial. A discussão ganhou atenção do mercado por envolver um dos principais motores de crescimento econômico dos últimos anos, responsável por impulsionar investimentos em data centers, semicondutores, energia e infraestrutura digital.

Apesar das preocupações relacionadas à segurança e à regulação da tecnologia, o artigo argumenta que os incentivos econômicos, competitivos e geopolíticos continuam favorecendo a expansão dos investimentos em IA. Empresas, investidores e governos seguem disputando posição em um setor considerado estratégico para o crescimento e a produtividade da economia global.

Nesse contexto, os autores reforçam a chamada tese das “picaretas e pás”, expressão inspirada na corrida do ouro e que remete aos fornecedores de equipamentos e infraestrutura que atendem todo o mercado. A estratégia consiste em direcionar a atenção para empresas que oferecem os recursos essenciais que sustentam o avanço da inteligência artificial, independentemente de quais organizações se consolidem como líderes da tecnologia.

Segundo o artigo, mesmo em um cenário de supervisão mais rigorosa, a necessidade de capacidade computacional, energia, testes e monitoramento tende a seguir elevada. Isso reforça as perspectivas para segmentos ligados à infraestrutura tecnológica, que permanecem no centro do ciclo de investimentos associado à inteligência artificial.

Para Sylvio Castro e Thomas Wu, a IA segue sendo uma das principais forças de sustentação da atividade econômica global, enquanto a demanda pela infraestrutura que viabiliza essa transformação continua criando oportunidades para investidores ao longo de toda a cadeia de valor do setor.

Fonte: Money Report

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