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	<title>colunistas |</title>
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	<title>colunistas |</title>
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		<title>O tempo presente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 18:55:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angela Monize &#8211; Segunda, 6 de julho de 2026 eu precisava. eu precisava sentir a vida acontecendo. a vida e seus um bilhão de sentimentos, algo que não conseguimos organizar em planos e datas. a vida acontecendo. aqui e agora. nesse segundo. nesse pequeno espaço, dentro dessas palavras, onde alguma coisa parece fazer mais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Segunda, 6 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu precisava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu precisava sentir a vida acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a vida e seus um bilhão de sentimentos, algo que não conseguimos organizar em planos e datas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a vida acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">aqui e agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">nesse segundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">nesse pequeno espaço, dentro dessas palavras, onde alguma coisa parece fazer mais sentido quando expresso meu frio na barriga com as coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu gosto dessa sensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">esse frio que atravessa o corpo quando algo novo aparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">essa mistura de medo e curiosidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">como se alguma parte de mim soubesse que existe um mundo inteiro escondido atrás de cada porta que ainda não abri.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu olho para as coisas e penso na quantidade absurda de possibilidades que existem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">quantas versões minhas ainda vou conhecer e amar, ou quem sabe, odiar!?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">quantas conversas ainda não aconteceram!?</p>



<p class="wp-block-paragraph">quantos lugares ainda não conhecem meus passos!?</p>



<p class="wp-block-paragraph">quantas músicas vão fazer sentido no momento certo!?</p>



<p class="wp-block-paragraph">não sei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e isso é o que mais gosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">não ter todas as respostas. ser surpreendida pela vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">porque às vezes eu acho que a gente esquece que estar aqui já é uma experiência completamente improvável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">tantas coisas precisaram acontecer para que esse instante existisse…</p>



<p class="wp-block-paragraph">e ainda assim, todos os dias alguma coisa me encontra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">um detalhe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">uma sensação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">uma descoberta pequena que muda o peso de uma semana inteira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a vida tem esse movimento de esconder presentes nos lugares mais comuns. e talvez seja isso que me deixa tão encantada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a possibilidade de ainda existir algo desconhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o que eu ainda não vivi. o que ainda não senti. ou até experienciei… algo que ainda não tem nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ver a vida sendo uma incógnita é algo muito bonito. a página que continua sendo escrita enquanto eu tento acompanhar.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e que presente absurdo é poder continuar descobrindo quem se é!</p>



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		<title>Rio 40 Graus: a temperatura moral de um Estado capturado pela corrupção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 19:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Prof. Waldeck Alves &#8211; Quarta, 1 de julho de 2026 O Rio de Janeiro já foi vendido ao Brasil como uma espécie de vitrine moderna da nação. Foi capital do país, centro político, cultural, artístico, midiático e turístico. Durante muito tempo, a identidade carioca foi tratada como referência de um Brasil moderno, cosmopolita, alegre, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Prof. Waldeck Alves &#8211; Quarta, 1 de julho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio de Janeiro já foi vendido ao Brasil como uma espécie de vitrine moderna da nação. Foi capital do país, centro político, cultural, artístico, midiático e turístico. Durante muito tempo, a identidade carioca foi tratada como referência de um Brasil moderno, cosmopolita, alegre, sofisticado e culturalmente dominante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O eixo Rio-São Paulo passou a funcionar como coração econômico, político e simbólico do país. Era dali que o Brasil parecia olhar para si mesmo ,ou, pelo menos, era assim que as elites gostavam de se enxergar.<br>Mas toda vitrine também tem seu depósito. E, muitas vezes, é no depósito que a verdade aparece.<br>A narrativa da hegemonia cultural carioca sempre carregou uma pretensão de assimilação. Como se o modelo produzido no centro do poder devesse servir de referência para todas as regiões do Brasil. O problema é que essa centralidade nunca foi apenas cultural. Foi também política, econômica e orçamentária.<br>Por muito tempo, a União funcionou como engrenagem de concentração de privilégios. As desigualdades regionais não nasceram do acaso. Foram aprofundadas por escolhas políticas, por elites econômicas e por um projeto de país que falava em unidade, mas praticava hierarquização.<br>O Brasil nunca conseguiu realizar plenamente uma unidade política federativa nem uma unidade cultural respeitosa. Somos um país continental, desigual, conflituoso e marcado por fraturas que o discurso oficial tentou esconder debaixo do tapete da cordialidade nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A miscigenação racial, tantas vezes celebrada como prova de harmonia, foi também um processo doloroso, autoritário e hierarquizado. A chamada “democracia racial” serviu, muitas vezes, como anestesia retórica para encobrir racismo estrutural, xenofobia, desigualdade, violência simbólica e exclusão.<br>A gênese da formação brasileira não é a cordialidade. É a violência.Violência racial. Violência social. Violência econômica. Violência institucional. Violência moral.<br>E, nesse sentido, o Rio não é um acidente. O Rio é um espelho.<br>O Rio tem o DNA do Brasil porque revela, em estado febril, a distância entre a narrativa e a realidade. Ali, a falência política chegou a um estágio quase patológico: a corrupção deixou de ser apenas desvio individual e passou a funcionar como método de governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há níveis de corrupção.<br>Existe a corrupção como ato: o agente público que rouba, frauda, recebe propina, superfatura ou favorece alguém.<br>Existe a corrupção como cultura: aquela que relativiza o desvio, protege o aliado, naturaliza o favor, transforma o corrupto em “esperto” e só enxerga crime quando o criminoso está no campo adversário.<br>Mas há um estágio ainda mais grave: a corrupção institucional. Ela acontece quando a própria máquina pública passa a funcionar de modo capturado. Cargos, contratos, licitações, nomeações, órgãos de controle e decisões administrativas deixam de servir ao interesse público e passam a atender grupos políticos, econômicos ou criminosos.<br>Nesse estágio, já não se consegue separar com facilidade o agente público do operador do crime. O Estado não é apenas roubado. Ele é sequestrado por dentro.<br>O Rio conhece bem essa tragédia.<br>Nas últimas décadas, o estado acumulou escândalos, operações policiais, prisões, denúncias de desvios, fraudes em contratos, relações promíscuas entre poder público e poder privado, além da infiltração do crime organizado nas estruturas sociais, econômicas e políticas.<br>A sucessão de figuras políticas presas, investigadas ou envolvidas em grandes escândalos não é um detalhe estatístico. É um retrato institucional. Quando a exceção se repete demais, ela deixa de ser exceção e passa a revelar o método.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro foi simbólico. Conselheiros acusados de receber propina para fazer vista grossa sobre contratos e desvios ligados ao governo estadual. Quando o órgão que deveria fiscalizar também passa a ser suspeito de participar da engrenagem, a corrupção deixa de ser falha. Torna-se sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio é também o território onde a fronteira entre política, milícia, facção, contravenção, extorsão e administração pública se tornou perigosa demais para ser tratada como episódio isolado. O poder paralelo não apenas enfrenta o Estado. Muitas vezes, negocia com ele, infiltra-se nele e convive com ele.<br>É neste ambiente que a crise moral do Rio precisa ser lida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O discurso anticorrupção, quando seletivo, é apenas maquiagem moral. Serve para atacar inimigos, proteger aliados e enganar a plateia. A corrupção dos adversários vira escândalo. A dos parceiros vira silêncio, nota técnica, explicação jurídica ou “caso isolado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a velha liturgia da hipocrisia nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio envolvendo a administração estadual expõe, mais uma vez, esse mecanismo. O governador Cláudio Castro, apresentado por setores da direita como conservador, homem de fé e defensor da moralidade pública, tornou-se personagem de uma crise que combina suspeitas de fraudes, cargos fantasmas, licitações questionadas e uso político da máquina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Bíblia na mão não impediu a erosão da liturgia republicana.<br>Religião usada como verniz de poder não santifica gestão nenhuma. Apenas dá aparência de piedade a práticas que continuam cheirando a velha política.<br>O surgimento do desembargador Ricardo Couto como governador interino acrescenta um elemento ainda mais perturbador. Alguém vindo de fora da política tradicional passa a expor, sem as mesmas amarras partidárias, aquilo que muitos prefeririam manter nos porões da administração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a auditoria começa a levantar contratos, cargos e estruturas suspeitas, a temperatura moral do Estado sobe. E sobe muito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as informações divulgadas, uma secretaria teria 78% dos cargos comissionados ocupados por funcionários fantasmas. Licitações milionárias estariam sob suspeita. E um dos casos mais acintosos envolveria um contrato de R$ 50 milhões para cursos on-line e videoaulas destinados à capacitação de moradores de comunidades carentes.<br>O contrato teria sido firmado sem licitação, sob a justificativa de “notório saber”.<br>R$ 50 milhões. Quarenta aulas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se confirmado, não se trata apenas de desperdício. Trata-se de escárnio. É a pedagogia da pilhagem financiada com dinheiro público. Um curso sobre cidadania pago com a violação da própria cidadania.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a auditoria, ao que parece, está apenas começando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio 40 Graus, neste caso, não é apenas uma referência climática ou cinematográfica. É uma metáfora moral. A temperatura do Estado revela febre alta. O corpo institucional está infectado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema não é apenas um governo, um partido, um secretário ou um contrato. O problema é a normalização de uma cultura política em que o público é tratado como extensão privada de grupos de poder.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Rio, com sua beleza trágica, continua sendo uma síntese do Brasil. Tem a paisagem deslumbrante e a máquina pública corroída. Tem cultura vibrante e política adoecida. Tem modernidade no discurso e atraso nas práticas. Tem promessa de futuro e vícios antigos operando no presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, aos modernos, liberais, tecnocratas e moralistas de ocasião, convém dizer: sim, o Rio é mesmo a cara do Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carrega, em escala dramática, todos os vícios da nossa formação: o privilégio, a desigualdade, o clientelismo, a violência, a promiscuidade entre o público e o privado, a seletividade moral e a captura do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o fundo do poço não é destino. É escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda resta alguma esperança de que a sombra do Rio atual não seja o retrato antecipado do Brasil futuro.</p>



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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/rio-40-graus-a-temperatura-moral-de-um-estado-capturado-pela-corrupcao/">Rio 40 Graus: a temperatura moral de um Estado capturado pela corrupção</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Felina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 20:49:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angela Monize &#8211; Segunda, 8 de junho de 2026 sóseicorrerevoo em nuvens como céus.sóseidizertudo de mim é você. nego meu oriundo desejo e reinvento fotos de um único momento. pois outros não haverão.no fim, me sinto longe. à distância do dilúvio, crescente num olhar felino, este que diante do amor se esquiva, contando os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Segunda, 8 de junho de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">só<br>sei<br>correr<br>e<br>voo em nuvens como céus.<br>só<br>sei<br>dizer<br>tudo de mim é você.</p>



<p class="wp-block-paragraph">nego meu oriundo desejo e reinvento fotos de um único momento. pois outros não haverão.<br>no fim, me sinto longe. à distância do dilúvio, crescente num olhar felino, este que diante do amor se esquiva, contando os segundos para soltá-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas… se um dia quiser ver o índigo, observe os olhos do felino em um sol vespertino.<br>encoste seus sentidos no ventre do bicho e se esqueça do mundo hostil.<br>escute a lentidão morna dos músculos sob a pele.<br>o movimento quase imperceptível das costelas abrindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e veja o universo inteiro diante dos seus olhos. as árvores inclinam as sombras e a tarde amadurece nos telhados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">algumas nuvens esquecem de partir. e, talvez, aquele pequeno soberano permaneça. soberano de coisas que não possuem nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">habitante de territórios onde a linguagem não alcança. calçado da sabedoria de quem nunca aprendeu a mentir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">uma tranquilidade feroz.<br>delicadeza armada…</p>



<p class="wp-block-paragraph">o ouro cansado do sol repousa sobre suas pupilas e dentro delas passam florestas, luas e até tempestades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e o mundo continuará ruindo. as portas vão bater, cidades vão crescer, corpos irão se despedir…</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas ali, entre o ventre quente e os olhos de âmbar, a existência encontra um lugar para repousar por alguns instantes. enquanto o sol termina de esquecer o próprio nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto Angela Monize </p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/felina/">Felina</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Reflexos </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 May 2026 03:14:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angela Monize &#8211; Sábado, 39 de maio de 2026 Essa semana, ouvi alguém muito admirável dizer que iria desistir de um sonho. minha percepção foi de que ela não gostaria de desistir no fim das contas, apenas interromper o barulho de alguns outros sentimentos gritantes por alguns minutos. de alguma forma, aquilo ficou em [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://ipiracity.com/reflexos/">Reflexos </a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Sábado, 39 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa semana, ouvi alguém muito admirável dizer que iria desistir de um sonho. minha percepção foi de que ela não gostaria de desistir no fim das contas, apenas interromper o barulho de alguns outros sentimentos gritantes por alguns minutos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">de alguma forma, aquilo ficou em mim…</p>



<p class="wp-block-paragraph">por que as pessoas pensam em desistir de um sonho!? por que existem noites em que o mundo inteiro parece excessivamente aceso e outras noites em que nem a lua brilha!?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As avenidas brilhando depois da meia-noite, os apartamentos iluminados como pequenas vidas expostas em vitrines, os carros atravessando a cidade como se todos estivessem fugindo de alguma coisa que nunca alcançam completamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e no meio disso tudo, alguém me confessou o desejo de desistir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não de maneira dramática. Isso seria mais fácil de compreender.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi algo dito com um sorriso no rosto e emoção no olhar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como alguém que já cansado, não quer carregar os próprios pensamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E então, eu, logo eu, meu Deus, a Ângela!!! respondi imediatamente algo contrário: “não, você não pode desistir! você é demais fazendo isso!!!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, eu nunca aprendi a dizer para alguém desistir de si. Nem quero. Nem seria eu…</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas quando o corpo inteiro começa a falhar emocionalmente, como proceder!? como proceder ao escárnio!? quais tentativas temos e em qual balança pesar!?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acho que o verdadeiro esgotamento nasce quando a vida perde profundidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os dias começam a parecer cenas repetidas de um longo filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo despertador. as mesmas notificações. os mesmos trajetos. os lutos diários. as perdas. As mesmas pessoas dizendo “vai passar” como quem joga um cobertor fino sobre um incêndio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vai arder mais, você não entende!? Vai incendiar a casa, as coisas, os brilhos, as pessoas…</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ar ficará cada vez mais rarefeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cinematograficamente bonito. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E ao mesmo tempo constrangedor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É como um escrito na madrugada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algo que não exige explicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Receber rosas, talvez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ganhar uma carta escrita à mão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma fotografia qualquer onde dois corpos apenas permanecem próximos sem precisar transformar aquilo em qualquer definição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A luz dourada atravessando nossas pernas como fim de tarde em película antiga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chão metálico refletindo uma frieza bonita, urbana e comportada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu penso no quanto algumas coisas ainda conseguem impedir a queda completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma música específica tocando dentro do carro numa rua vazia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O som do salto encontrando o chão enquanto alguém acompanha teus passos sem acelerar os próprios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cheiro de chuva preso numa roupa. o cheiro do perfume e da chuva presos numa roupa…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas que fazem a vida parecer menos hostil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O visor do celular acendendo de madrugada com uma mensagem inesperada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O pequeno intervalo entre uma risada e outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque talvez desistir tenha relação direta com esquecer que ainda existem detalhes capazes de sustentar a nossa permanência ali. em qualquer sonho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e eu sei…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem dias em que o espelho se torna cruel, os sonhos parecem distantes demais da pessoa que somos no presente, dias em que o corpo fica cansado antes mesmo da manhã começar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas ainda assim, pensar na possibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo depois do excesso, depois do choro engolido, depois de olhar para o próprio futuro como quem olha uma janela fechada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Abrir a janela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Criar estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desarmar o medo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamar a coragem para tomar um café.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pedir uma pausa, talvez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas… enfim…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande arte, extremamente delicada, que é a vida.</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/reflexos/">Reflexos </a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>FIXAÇÃO </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 00:49:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Coluna]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escrito]]></category>
		<category><![CDATA[fixacao]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angela Monize &#8211; Terça, 19 de maio de 2026 me perguntaram qual é a parte do meu corpo que eu mais gosto. meus olhos, eu disse. mas eles são castanhos, me disseram. e por um instante eu pensei no quanto as pessoas passam a vida inteira confundindo a ideia de valor. como se a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Terça, 19 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">me perguntaram qual é a parte do meu corpo que eu mais gosto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">meus olhos, eu disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas eles são castanhos, me disseram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e por um instante eu pensei no quanto as pessoas passam a vida inteira confundindo a ideia de valor. como se a beleza precisasse lembrar o oceano para ser profunda e bela de verdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">é como se a cor da terra não fosse justamente aquilo que em tudo vive.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a cor, de fato, não importa muito se você parar pra pensar em tudo o que alguns olhos observaram ou ainda observam…</p>



<p class="wp-block-paragraph">continuar observando o mundo rodar e a vida passar, mesmo depois de perceber certas crueldades… é um desafio. e mesmo assim, ainda ter a delicadeza das rosas, apesar de tudo o que já atravessou e viu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">me perguntaram o que eu mais gosto em mim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">meu sorriso, eu disse.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e nos perdemos em silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">como se fosse absurdo amar justamente a parte de mim que é tão comum conseguir: um sorriso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">32 dentes em uma boca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">as linhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">algum pouco de batom borrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">expressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">os olhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">sentimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">beleza imóvel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">transcendental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">histórica…</p>



<p class="wp-block-paragraph">a melhor parte de mim nunca esteve na simetria. ela vive nessa pequena curva que aparece depois do caos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">é a tímida curva que insiste em se formar em meus lábios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">nesse movimento quase tímido dos lábios quando qualquer coisa dentro de mim decide permanecer viva apesar de ter todas as vontades de desaparecer por alguns dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">tentaram me ensinar a olhar para mim de uma maneira errada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">analisando e procurando defeitos…</p>



<p class="wp-block-paragraph">grande demais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">torto demais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">torpe demais!</p>



<p class="wp-block-paragraph">sensível demais.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">intenso demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">requisitos demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“critérios” demais…</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas eu nunca fui “demais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu nunca coube na forma pequena com que enxergam as coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">meu corpo carrega marcas porque eu vivi dentro dele.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">minha mente nunca para porque não a deixo parar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">porque o tempo passou por mim.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">porque existir altera a matéria das pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">e eu acho um tanto quanto assustador tentar transformar isso em vergonha ou exposição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">não há culpa em crescer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">mudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">sangrar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">desejar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">sentir o mundo de maneira excessiva, expansiva, dimensionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e eu sinto. e sangro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">escrevo. e sangro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu passo meu café, sempre com notas de caramelo. e sangro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">sinto tudo de uma maneira perigosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">as memórias ficam vivas por tempo demais em mim. os lugares permanecem no meu corpo mesmo depois que eu vou embora deles. certas palavras continuam ecoando durante anos. certas dores criam raízes fortes e saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">é deveras violenta toda essa beleza…</p>



<p class="wp-block-paragraph">porque enquanto muitas pessoas passam pela vida anestesiadas, eu estou aqui experimentando cada sensação piamente. até onde queima. eu me deixo transbordar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">não permito mais me diminuir para parecer fácil de ser amada. não quero amputar partes minhas para caber no conforto de ninguém. eu quero é a honestidade de ser inteira, mesmo quando isso assusta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">vou me respeitar, acima de tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e talvez seja isso que mais incomoda. essa minha tranquilidade de alguém que finalmente parou de pedir desculpas por existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto : Angela Monize</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/fixacao/">FIXAÇÃO </a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Intenso como o Peso do Amanhã </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2026 20:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá]]></category>
		<category><![CDATA[angela]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>o mundo pulsa forte depois da meia-noite. Por Angela Monize &#8211; Quarta, 13 de maio de 2026 as avenidas continuam acesas como se a cidade tivesse desaprendido a dormir. os postes derramam luz sobre o asfalto molhado, os semáforos trocam de cor para ninguém, os fios elétricos cortam o céu como cicatrizes suspensas. e eu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">o mundo pulsa forte depois da meia-noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Quarta, 13 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">as avenidas continuam acesas como se a cidade tivesse desaprendido a dormir. os postes derramam luz sobre o asfalto molhado, os semáforos trocam de cor para ninguém, os fios elétricos cortam o céu como cicatrizes suspensas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e eu atravesso tudo isso sentindo o peito cheio de alguma coisa impossível de conter.</p>



<p class="wp-block-paragraph">é como se existir queimasse por dentro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o corpo tenta acompanhar a velocidade dos dias, das pessoas, das mudanças, enquanto o coração insiste em sentir tudo até o extremo. até a última camada. onde já não deveria alcançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu vejo a neblina da minha janela ao amanhecer e penso no quanto a vida nunca desacelera por ninguém. vejo prédios gigantescos ocupando o horizonte como monumentos erguidos ao cansaço. vejo janelas acesas às quatro da manhã e sei que existe alguém do outro lado tentando sobreviver ao próprio excesso também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">aquilo que se faz com os pensamentos, com as memórias, com um futuro inteiro acumulado dentro da cabeça…</p>



<p class="wp-block-paragraph">o excesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">não ouço dizer sobre o peso que cada pessoa pode ou consegue carregar. sobre essa necessidade absurda de continuar funcionando mesmo quando alguma coisa dentro da gente já desmoronou faz tempo. a normalidade me assusta às vezes. essa encenação coletiva de que todo mundo suporta tudo muito bem e o tempo todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">ninguém suporta nada.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">a encenação se recria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a vida passa por cima de mim constantemente e, ainda assim, eu preciso levantar. responder mensagens. sorrir em alguns momentos. continuar atravessando ruas como se os meus pensamentos não estivessem imensos dentro da minha cabeça. engolir o tempo todo aquele gostinho de chorar…</p>



<p class="wp-block-paragraph">me sinto ao avesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e talvez o pior seja perceber que ninguém consegue visualizar sentimentos. as pessoas escutam, aconselham, abraçam… mas ninguém vê realmente. ninguém toca exatamente no lugar onde as coisas doem. às vezes, acontece o contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">as pessoas mudam de voz. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">os lugares perdem o cheiro. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">as roupas deixam de servir. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">os sonhos apodrecem ou florescem rápido demais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e eu continuo sentindo tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">de uma maneira quase inconveniente. exagerada. insuportável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">mas ainda assim, viver continua sendo incrivelmente bonito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">é surreal perceber que consigo transformar tudo isso em palavra. escrever exatamente do jeito que sangra. tocar alguém que talvez nunca tenha me visto na vida, mas que vai parar por alguns segundos porque se reconheceu em alguma frase minha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">isso me destrói de um jeito bonito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">porque escrever, pra mim, sempre foi o jeito mais honesto de existir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">é quase como abrir o peito com as próprias mãos e ainda assim continuar viva. escrever de qualquer maneira, até mesmo em conversas aleatórias com meus amigos mais íntimos. entregar a minha dor crua, em palavras, o tempo todo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">o único lugar onde eu finalmente não preciso diminuir a intensidade das coisas.</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/intenso-como-o-peso-do-amanha/">Intenso como o Peso do Amanhã </a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Máquina de Escrever</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 21:21:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
		<category><![CDATA[Máquina de Escrever]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>faz sentido que algumas coisas cheguem antes da linguagem.antes da escolha das palavras, da intenção de escrever, até mesmo de saber que aquilo um dia teria nome. fenômenos poéticos… é como eu costumo chamar tudo isso que me atravessa. mas isso começou antes mesmo de qualquer tentativa de entendimento. antes da ideia de organizar palavras, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">faz sentido que algumas coisas cheguem antes da linguagem.<br>antes da escolha das palavras, da intenção de escrever, até mesmo de saber que aquilo um dia teria nome.</p>



<p class="wp-block-paragraph">fenômenos poéticos… é como eu costumo chamar tudo isso que me atravessa. mas isso começou antes mesmo de qualquer tentativa de entendimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">antes da ideia de organizar palavras, antes de caber em explicação e de se tornar algo que eu pudesse apontar e dizer “é isso!”. começou quando ainda não havia um nome suficiente para o que eu sentia, nem um tipo de tradução específica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">no gesto de ver algo ganhar forma, eu fui. no barulho ritmado de uma máquina respondendo ao toque, no movimento repetido que, aos poucos, deixava de ser mecânico e passava a ser íntimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">antes de saber que aquilo era escrita e que as palavras se soltavam de mim, isso já era encontro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">com o tempo das coisas, a insistência necessária para que algo exista de dentro pra fora. como se, ali, eu estivesse sendo apresentada não às palavras, mas ao processo de dar sentido a elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">eu amo narrar histórias, momentos, tudo o que faz sentido num instante qualquer, mas que ganha importância quando observados por um olhar sensível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">tudo começou com uma máquina de escrever e gestos que vieram antes de mim. a máquina respondia ao toque com um som seco, quase definitivo. nada de deslizar os dedos na tela como se faz hoje em dia. ali, cada letra exigia algo. o dedo descia com decisão, encontrava resistência, e então o pequeno impacto acontecia.<br>metal contra fita, fita contra papel.<br>e a letra nascia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o primeiro contato não foi com a escrita como ideia, mas com a escrita como acontecimento.<br>o corpo participava.<br>o pulso, o ritmo, a força.<br>não dava para escrever distraída.<br>cada tecla pressionada era uma escolha que não voltava. apagar não era fácil. não havia desfazer.<br>eu seguia um passo de cada vez, a minha tela era uma máquina de escrever e, ao fundo, um pé de pinha e outro de acerola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e um fascínio muito específico…<br>ver o pensamento se tornando visível em tempo real, com pequenas imperfeições, desalinhamentos mínimos, marcas de tinta mais fortes em algumas letras do que em outras.<br>a palavra não vinha perfeita,<br>ela vinha viva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o papel era conduzido. preso por um rolo firme, girado com cuidado, medindo o espaço do que ainda iria ser dito.<br>e cada avanço era um pequeno ritual.<br>girar, alinhar, ajustar.<br>um tempo entre uma linha e outra.<br>um tempo que obrigava a sustentar o que se pensava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">quando a linha chegava ao fim, eu precisava agir de novo.<br>a mão empurrava a alavanca lateral, e então vinha aquele movimento inteiro.<br>o carro deslizando de volta, rápido, com um som contínuo, quase satisfatório.<br>eu sentia a máquina respirar antes de recomeçar.<br>e tudo voltava ao início.<br>pronto para mais uma tentativa de continuidade das coisas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ah… a continuação das coisas…<br>algo tão bonito…</p>



<p class="wp-block-paragraph">a máquina carregava isso. não era só uma ferramenta de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">quanto mais se escrevia, mais se fixava uma ideia.<br>cada palavra tinha peso.<br>cada erro permanecia ali.</p>



<p class="wp-block-paragraph">já pararam para pensar que a nossa vida é assim? tudo o que fazemos, tudo o que somos, tudo o que construímos… nos atravessa, mas não se desfaz.<br>a continuidade acontece mesmo assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e talvez tenha sido ali que a escrita ganhou outro sentido pra mim. não é algo que precisa sair certo de primeira, mas algo que se constrói mesmo com falhas visíveis, ruídos ou interrupções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a máquina de escrever ensina isso sem explicar muito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">ensina que ideia não basta.<br>é preciso tocar, insistir, atravessar, viver…</p>



<p class="wp-block-paragraph">quando a folha já está preenchida, existe um gesto final de puxar o papel para fora e sentir a leve resistência antes dele se soltar. segurar nas mãos aquilo que, minutos antes, não existia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a folha vem com marcas.<br>algumas mais fundas, outras quase apagadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">escrever, desde então, nunca foi sobre evitar falhas ou buscar fluidez.<br>talvez tenha ficado mais próximo disso mesmo…</p>



<p class="wp-block-paragraph">aceitar o som, o peso, o intervalo,<br>sustentar o movimento até o fim da linha,<br>e entender que, às vezes, o que permanece no papel não é só o que se quis dizer,<br>mas tudo o que foi necessário atravessar para conseguir dizer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">escrever, pra mim, é como viver.<br>escrever, pra mim, é como respirar.<br>não tem como voltar ou apagar.<br>vou. escrevo. erro. percebo.<br>e continuo…</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/maquina-de-escrever/">Máquina de Escrever</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Trio parada dura no São João de Ipirá</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 May 2026 02:32:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agildo Barreto]]></category>
		<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cidades]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá]]></category>
		<category><![CDATA[Ipira]]></category>
		<category><![CDATA[Sao Joao]]></category>
		<category><![CDATA[Trio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Agildo Barreto &#8211; Sábado, 2 de maio de 2026 Nos últimos dez anos, os Estados Unidos torraram 5 trilhões de dólares em gastos militares. Esse dinheiro é tirado de onde? Dos cofres do Estado norte-americano. Nesse embalo, a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou 38 trilhões de dólares (último relatório mensal de fevereiro 2026 [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Agildo Barreto &#8211; Sábado, 2 de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos dez anos, os Estados Unidos torraram 5 trilhões de dólares em gastos militares. Esse dinheiro é tirado de onde? Dos cofres do Estado norte-americano. Nesse embalo, a dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou 38 trilhões de dólares (último relatório mensal de fevereiro 2026 da dívida pública americana).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa dívida é tão alta e é tanto dinheiro, tanto dinheiro que não houve condições de entrar no programa de renegociação de dívidas do governo federal brasileiro, o Desenrola. Aí o que faz o presidente norte-americano Donald Trump? Começou a fazer guerra para roubar petróleo, querendo ver se resolve o problema deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a Inglaterra, no século XVI, fazia pirataria para roubar navios espanhóis carregados de ouro, agora, em pleno século XXI, os Estados Unidos praticam a pirataria para roubar navios petroleiros ligados ao Irã, abarrotados de petróleo no Estreito de Ormuz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdade é que a guerra está secando o estoque de mísseis dos EUA e nada da guerra acabar. Trump diz que já ganhou e nada da guerra acabar! A Europa vai passar um perrengue doido para subsidiar energia e fertilizantes. Essa crise do petróleo vai lascar o mundo. É uma crise provocada por uma guerra. E uma guerra provocada pelo presidente norte-americano Donald Trump.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os EUA gastam 997 bilhões de dólares em material bélico por ano; o Irã não gasta 50 bilhões de dólares por ano. Mesmo com uma desproporção dessa os EUA não conseguiram tirar o Irã do mapa. O presidente Trump já solicitou ao Congresso americano um orçamento de defesa de 1,5 trilhão de dólares para o ano fiscal de 2027. Prova que o Irã ainda está vivo e resiste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Observe bem observado. Quando o presidente Trump fala, o barril de petróleo sobe ou baixa o preço. Tem quem fature bilhões de dólares com as informações privilegiadas em questão de minutos antes da fala. Os combustíveis subiram de preço dentro dos EUA. Tudo isso é problema para o governo Trump. O custo dessa guerra é astronômico e alguém vai ter que pagar. E na ideia de Trump tem que ser o Irã com seu petróleo e a população mundial comprando combustível caro na bomba do posto de gasolina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aí eu digo assim: ‘que elemento da desgraça é esse presidente Trump’. Vou ser sincero, não troco o prefeito Tiago Oliveira de Ipirá por esse presidente Trump de jeito nenhum. Esse presidente Trump não vale um cacho de banana podre. O presidente Trump só pensa em fazer guerra e o prefeito Tiago Oliveira só pensa em fazer festas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pense o prefeito T.O. com 1 trilhão e meio de dólares! O homem ia fazer festa até ‘uma zora’, seria um mandato de quatro anos todo de festa, ‘festa todo dia e o dia todo’. O presidente Trump governando Ipirá ia fazer uma guerra contra alguém, nem que ele lascasse a boca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta semana, eu encontrei 26 cachorros na&nbsp; praça do Barão; quando cheguei no parque tinha 9 cachorros abandonados; na rodoviária tinha 6 cachorros. O que faz o prefeito T.O.? Nada. Se fosse Trump na prefeitura, ele passava o tição e não deixava um para latir e afugentar a gatunagem (gatos) que perambulam pelos telhados das casas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine o prefeito T.O. com 1 trilhão e meio de dólares! Essa macacada ia a loucura: “rá, rá, a prefeitura é nossa!” Ô bicho descompreendido é macaco! São mais de 22 mil votantes e eles não aprenderam ainda, que com o prefeito T.O. eles não chupam umabala de mel da prefeitura; no jogo do prefeito T.O. na hora de chupar o tutano do osso, só entra meia-dúzia de macaco e olhe que é meia-dúzia de oito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como presidente Trump governando Ipirá, essa macacada ia ter era o pelotão de fuzilamento lascando fogo na cabeça. O presidente Trump quer formar esse pelotão de fuzilamento que, aqui em Ipirá, teria a tarefa de botar no paredão e fuzilar cachorro e macaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem tem medo do ditador Kim da Coréia do Norte? Nenhum governante do mundo. Essa turma se pela de medo é de Trump, ao ponto de não falar nem no nome de ‘la ele’ em pronunciamento, só fazem referência. Qual é a diferença dos dois? Kim é um ditador e Trump é um facínora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Irã estão sendo assassinadas crianças, velhos, homens e mulheres, cachorros também. Para encobrir sua cachorrada, Trump acabou de dizer que ‘o mundo virou um cassino’; não é por acaso que as grandes empresas petrolíferas norte-americana estão ganhando fortunas com a guerra do petróleo e a população mundial é quem paga o pato, os macacos e os cachorros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte e foto: Blog do Agildo Barreto</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure><p>The post <a href="https://ipiracity.com/trio-parada-dura-no-sao-joao-de-ipira/">Trio parada dura no São João de Ipirá</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Flor do Trovão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jorge Wellington]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 02:06:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ângela Monize]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Angela Monize &#8211; Domingo, 26 de abril de 2026 passando pela chuva,gotas ainda presas no ar, o cheiro denso da terra,o barro cedendo sob os passos, o céu recém-aberto em respiração,eu a observo. passando pela mata,chão verde entre cortes de terra seca, raízes expostas, pequenos silêncios vivos entre folhas,o tempo suspenso entre o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Angela Monize &#8211; Domingo, 26 de abril de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">passando pela chuva,<br>gotas ainda presas no ar, o cheiro denso da terra,<br>o barro cedendo sob os passos, o céu recém-aberto em respiração,<br>eu a observo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">passando pela mata,<br>chão verde entre cortes de terra seca, raízes expostas, pequenos silêncios vivos entre folhas,<br>o tempo suspenso entre o que morreu e o que ainda vive,<br>eu a observo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">passando depois do trovão,<br>ar ainda carregado, o eco vibrando baixo,<br>o mundo em ajuste fino,<br>eu a observo…</p>



<p class="wp-block-paragraph">uma flor de trovão interrompe minha pupila</p>



<p class="wp-block-paragraph">o olhar falha por um segundo,<br>como se a luz tivesse sido desviada diretamente pra você.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o campo inteiro perde definição, e só um ponto permanece nítido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">cor aberta, haste fina, dimensionada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a luz se concentra<br>a cor acende no meio do terreno irregular, luminoso, derradeiro…</p>



<p class="wp-block-paragraph">minha pupila dilata,<br>tentando alcançar o que transborda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">um foco de claridade,<br>vibrando contra o fundo opaco do chão,<br>fazendo do olhar um lugar estreito demais para contê-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o campo inteiro cede.</p>



<p class="wp-block-paragraph">cebola brava,<br>cravada no chão com raízes densas,<br>camadas sobre camadas guardadas sob a superfície.</p>



<p class="wp-block-paragraph">existe em você algo que não se entrega inteiro de imediato, mas vibra intensamente no seu sorriso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">sou puxada pela raiz,<br>ela incendeia.<br>somente algumas pessoas conseguem ver tal efeito.<br>há mais beleza no que não se mostra de imediato. mais força no que permanece oculto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">o sorriso, aberto como flor, de orelha a orelha,<br>não encerra,<br>inicia tudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">meus olhos acompanham,<br>e tudo converge.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e ali,<br>nesse ponto exato onde tudo converge,</p>



<p class="wp-block-paragraph">sou puxada pela raiz, em busca de saber quão próxima estou dos segredos que posso ouvir, das memórias compartilhadas, os cafés em copos de vidro sobre uma mesa transparente atravessada de informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">as camadas da cebola brava, como quis ser chamada.<br>as camadas que, quando se soltam, ardem,<br>fazem os olhos reagirem,<br>fazem lacrimejar não de dor,<br>mas de intensidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">a verdade é que nem toda beleza é leve de atravessar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">existe uma estrutura que guarda, protege,<br>e não permite acesso descuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e ainda assim,<br>é impossível não querer entender de onde vem tanta incidência,<br>tamanha força concentrada em tão pouco tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">talvez exista um segredo guardado no que não se mostra de imediato.<br>talvez o brilho venha justamente do que ficou retido, comprimido, elaborado no escuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">talvez a superfície seja só um gesto e o essencial seja a matéria viva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">você,<br>flor que responde ao impacto,<br>que se mantém mesmo sob a chuva,<br>entre os trovões, quando o mundo ainda vibra.<br>que carrega mais do que se deixa ver.<br>e é por isso que apenas olhar não satisfaz.<br>retorna e insiste na boa conversa, nas gracinhas, no riso solto…</p>



<p class="wp-block-paragraph">e é por isso<br>que eu a observo…</p>



<p class="wp-block-paragraph">entre uma conversa e outra, o tempo se abre em detalhes.<br>um café dividido,<br>uma frase que permanece<br>projetos, sonhos, vida.<br>um riso que não se esgota.</p>



<p class="wp-block-paragraph">há uma construção acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">permanecer perto o suficiente pra ver mais uma camada se revelar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">e então, sem alarde,<br>a amizade começar a florescer<br>entre eu e você,<br>cebola brava.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Angela Monize</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/flor-do-trovao/">Flor do Trovão</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Um tiro no sol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gleidson Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 11:32:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alexandre Gusmão]]></category>
		<category><![CDATA[colunistas]]></category>
		<category><![CDATA[Ipirá City]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Alexandre Gusmão “Disparo contra o sol / sou forte, sou por acaso / minha metralhadora cheia de mágoas / eu sou um cara”.Repare o tempo: o dono do relógio. Vive ele também parado. Um dia, por obra do destino, uniram-se num mesmo coro Cazuza, roqueiro anos oitenta, dono dos versos acima, e Justiniano, lavrador [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por Alexandre Gusmão</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Disparo contra o sol / sou forte, sou por acaso / minha metralhadora cheia de mágoas / eu sou um cara”.<br>Repare o tempo: o dono do relógio. Vive ele também parado. Um dia, por obra do destino, uniram-se num mesmo coro Cazuza, roqueiro anos oitenta, dono dos versos acima, e Justiniano, lavrador do sertão de Ipirá, que viveu nos anos vinte do século passado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Extremamente nervoso, ossudo e muito alto” — assim o descreve Eugênio Gomes em O Mundo da Minha Infância. O escritor conta que, indignado pela escassez impiedosa das chuvas e já descrente de qualquer providência divina, Justiniano perdeu a compostura, armou sua espingarda pica-pau, e cheio de mágoas, deu um pipoco no sol. Um tiro no sol.<br>Justiniano, como Cazuza, também era um cara. E ganhou fama. Não por acaso, também foi chamado de louco. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cruzasse a rua depois desse fato, beatas se benziam, meninos faziam arrelia.<br>Eivado de mágoas também, mas sem o conflito com o divino, cantam os versos de Incelênça pra terra que o sol matou, de Elomar:<br>“Levanto meus olhos, pela terra seca /<br>só vejo a tristeza, que desolação /<br>uma ossada branca fulorando o chão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagem revolta; a melodia apascenta. As incelências são cantos antigos de guarda e vigília. A estrofe seguinte é um dedo em riste apontando para o sol:<br>“Inté os olhos d’água chorou que secou /<br>e o sol dessas mágoa /<br>queimou os imbuzero, os bode e os carnêro, toda a criação /<br>isso o sol queimou.”<br>sobre o carcará e a sussarana &#8211; dois predadores da caatinga, o cantador acusa:<br>“isso o sol poupou.”<br>Justo não é, diria Justiniano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritor que recolheu essas histórias em cacos da própria memória teve parte de sua formação na histórica cidade de Cachoeira, recôncavo baiano. Em Memórias, descreve as inesquecíveis manhãs ao atravessar a ponte nova para o colégio, debaixo de bruma. O nevoeiro acima. O Paraguaçu embaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos cacos da minha memória: as férias, a mesma ponte, minha família, uma Variant azul e o som do atrito de ferro e madeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era o ano de 1985. Um século antes, a Ponte Dom Pedro II, importada da Inglaterra, fora entregue à cidade. Pertencia, também ela, ao tempo de Justiniano.<br>De Cachoeira brotaram, ambos poetas, Damário da Cruz e João de Moraes Filho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro escreveu: “De mim exijam pouco… pois o tempo que me resta é louca busca de atravessar o sol.”<br>E ainda:<br>“quanto mais eu sonho com Cachoeira /<br>mais amanheço em Nova York.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eugênio Gomes anota que, andando por NY, onde morou, e vendo os arranha-céus, vinha-lhe à cabeça um sobrado com telhado de três águas, imponente na humilde praça de sua cidade natal, nos anos de 1900. Ali onde quase nada havia e qualquer coisa se tornava imensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Fortaleza, numa manhã de janeiro de 1942, depois de três dias seguidos de chuva grossa, o astro-rei resolveu aparecer. Bastou. Sem aviso, sem combinação, a Praça do Ferreira se encheu de gente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos contra o sol: um coro de vaias e assobios. Não houve tiro, mas xingamentos e gritos.<br>João de Moraes, quase um século depois do tiro de Justiniano, compõe os versos:<br>“O sol bate mais forte<br>na cara do homem que capina a esperança<br>por um prato de comida<br>quieta, menino, não dispare contra o sol,<br>ele esfria de cansaço.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência diz que o sol se apagará um dia. O danado, antes do fim, vai se expandir e contrair, só para contrariar. Coisa vai ser, Justiniano, quando o segundo sol chegar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alexandre Gusmão é arte educador,<br>professor de arte e biólogo.</p><p>The post <a href="https://ipiracity.com/um-tiro-no-sol/">Um tiro no sol</a> first appeared on <a href="https://ipiracity.com"></a>.</p>]]></content:encoded>
					
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