Na contramão do PL nacional, João Roma apoia fim da escala 6×1

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O presidente do PL na Bahia afirmou que o objetivo é encontrar mecanismos e formas que possam viabilizar esse maior bem-estar dos trabalhadores baianos

Na contramão do diretório nacional do Partido Liberal (PL), o deputado federal e líder da sigla na Bahia João Roma afirmou, nesta quarta-feira (29), que é favorável ao fim da escala 6×1 e que os deputados buscam “formas que possam viabilizar esse maior bem-estar para os nossos trabalhadores baianos”.

O tema voltou ao debate após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviar ao Congresso Nacional do Brasil um projeto de lei em regime de urgência que propõe a mudança da jornada de trabalho para o modelo 5×2. Pelo rito de urgência constitucional, a proposta tem prazo de até 45 dias para ser analisada e atualmente tramita na Câmara dos Deputados do Brasil.

A declaração de Roma, dada com exclusividade ao bahia.ba, ocorre em meio a uma possível mobilização nacional do PL contra a redução da jornada de trabalho. Questionado sobre a estratégia da legenda, o parlamentar afirmou desconhecer a iniciativa.

“Não, não tenho conhecimento dessa informação de que o PL pretende fazer isso, tá? Pelo contrário, na outra reunião que tivemos com o presidente Bolsonaro, ele ainda sequer estava preso e manifestava posição positiva em relação à escala 5×2. Foi uma reunião inclusive na sede nacional do partido, com vários parlamentares. Havia uma discussão, requisitos ideológicos envolvendo o setor produtivo, e o próprio Bolsonaro se manifestava favorável à escala 5×2”, declarou.

Roma também citou o diálogo que tem sido feito com o relator da proposta na Câmara, o deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA). Segundo o parlamentar, a discussão busca encontrar um equilíbrio entre o setor produtivo e a melhoria das condições de trabalho. “Os deputados estão buscando justamente pensar na família e no cidadão que queremos proporcionar para a sociedade no futuro”, afirmou.

Ao comentar o debate sobre o fim da escala 6×1, Roma defendeu que a discussão avance com foco no bem-estar dos trabalhadores. “Acho que a gente tem que buscar, não só avançando, como já vem evoluindo nas questões trabalhistas, mas também encontrar mecanismos, formas que possam viabilizar esse maior bem-estar para os nossos trabalhadores”, declarou.

Fonte: Bahia.ba / Foto: Sidney Haack



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